Chateado com Cícero, Rômulo assume defesa da candidatura de Ricardo

O senador Cícero Lucena (PSDB) tentou mais uma vez chamar o feito à ordem e evitar que seus colegas de partido se misturassem à agenda de Ricardo Coutinho (PSB) no interior do Estado. O esforço de Cícero, que chegou a ameaçar de representação no Conselho de Ética os deputados estaduais Zenóbio Toscano e Rômulo Gouveia, que estiveram com o socialista em uma palestra ministrada no domingo em Mulungu, teve um efeito contrário. Irritou os tucanos e fez com que ambos defendessem abertamente a candidatura de Ricardo para o Governo.

Enquanto Zenóbio acusou Cícero de impor um projeto pessoal ao grupo, Rômulo decidiu lançar uma nota na qual repele a pecha de traidor e assume publicamente seu posicionamento pró-Ricardo: "Não sou traidor. Como disse, sou homem de partido. E é nesta condição, que assumirei a causa em defesa de um projeto partidário, voltado para todos aqueles que desejam a vitória nas eleições de 2010 e o crescimento da legenda. Em defesa de um projeto novo para a Paraíba.  Em defesa da voz das ruas. Em defesa da aliança com o Prefeito Ricardo Coutinho".

Confira a íntegra do texto:

NOTA  À IMPRENSA 

A respeito das declarações do Senador Cícero Lucena, sobre a minha visita ao Município de Mulungu, onde estava presente também o Prefeito de João Pessoa, Ricardo Coutinho, tenho a esclarecer o seguinte:

a)   Sou um homem de partido e acima de tudo, leal aos seus valores e princípios;

b)   Aliás, não se pode tachar de desleal nenhuma das atitudes tomadas ao longo de toda a minha vida pública. O Senador sabe de minha postura em 2006 e em outras ocasiões, onde sempre caminhamos juntos;

c)   Traição é uma palavra muito forte e é uma nódoa que espero nunca receber em toda a minha vida, especialmente em minha carreira política;

d)   Considero traição a conversa sorrateira, os encontros furtivos para se tramar contra outrem, ou, como diz o dicionário: “crime de quem, perfidamente, entrega, denuncia, ou vende alguém ou alguma coisa ao inimigo”;

e)     Atendendo ao convite que me foi formulado pelo vice-prefeito da cidade de Mulungu, Ricardo Bandeira  e pela Presidente da Câmara daquela cidade, vereadora Joana D’arc,  compareci a um Seminário do qual participava também o Prefeito Ricardo Coutinho. Foi um encontro às claras num evento público. Por este motivo estou sendo acusado de “traição” pelo Presidente do meu partido;

f)     Não costumo fugir dos compromissos, e sempre que posso, compareço aos eventos para os quais sou convidado. Foi assim que encontrei-me com Ricardo Coutinho em Mulungu, Ouro Velho e Belém e também, recentemente,  com o Governador José Maranhão na aula inaugural da UFCG em Sumé. Ao que me consta, esses encontros públicos não configuram “traição”;

g)   Só entendo que as preocupações do Senador Cícero devam ser outras: – Preocupar-se em unir as oposições para um projeto comum, e não pessoal, de retomada de poder na Paraíba; – preocupar-se com o diálogo, com o entendimento, com a coesão de nosso grupo rumo à vitória em 2010; preocupar-se em consolidar uma candidatura, cujas pesquisas apontam em outra direção, utilizando o caminho da humildade e do diálogo. Enfim, tratar os seus companheiros com respeito e dignidade. Não é chamando a mim e ao deputado Zenóbio Toscano de traidores e ameaçando com representação no conselho de ética do PSDB que se construirá a unidade partidária.

Não sou traidor. Como disse, sou homem de partido. E é nesta  condição, que assumirei a causa em defesa de um projeto partidário, voltado para todos aqueles que desejam a vitória nas eleições de 2010 e o crescimento da legenda. Em defesa de um projeto novo para a Paraíba.  Em defesa da voz das ruas.  Em defesa da aliança com o Prefeito Ricardo Coutinho. 

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