Alexandre Moura

Engenheiro Eletrônico, MBA em Software Business e Comércio Eletrônico, Chairman da Light Infocon Tecnologia S/A, VP da Federação das Associações Comerciais e Empresariais do Estado da Paraíba e Diretor de Relações Internacionais da BRAFIP.


Chamada de Ideias BRAFIP 2020

A BRAFIP – Associação Brasileira de Fomento à Inovação em Plataformas Tecnológicas lançou a “Chamada de Ideias BRAFIP 2020”. A chamada é um convite público internacional, realizado anualmente, para submissão de Ideias e Projetos para PD&I Colaborativa (Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação de forma Colaborativa), envolvendo diversas Empresas, Universidades, Startups e Centros de Pesquisa, frequentemente de países diferentes. A BRAFIP é a plataforma tecnológica brasileira, construída nos moldes desenvolvidos originalmente pela EU – União Europeia, com o objetivo de auxiliar no desenvolvimento tecnológico dos países do Leste Europeu (antigos países da chamada “Cortina de Ferro”). A Chamada de Ideias BRAFIP é “aberta a todas as empresas (demandantes ou fornecedoras de ideias), startups, núcleos de pesquisa e inovação em ambiente acadêmico ou de instituições científicas, sediadas no Brasil ou no exterior, desde que interessadas em trabalhar em prol de meios que permitam acelerar a inovação tecnológica de forma colaborativa, em nível nacional e/ou internacional”. A Chamada deste ano, conta com o apoio de empresas e entidades brasileiras e estrangeiras ligadas a PD&I Colaborativa, a exemplo da LightBase, Surveymonkey, SEBRAE-PB, ASSESPRO, SoftSul, Softex, CNPq, ALETI, EMBRAPII, Governo Federal (através do MCTIC), ENRICH, Planetic e Startups Network. As melhores ideias selecionadas terão a oportunidade de participação no INCODAY – International Cooperation Day, edição 2020, evento previsto para acontecer em dezembro deste ano, na cidade de Campina Grande, Paraíba. As inscrições de ideias e projetos podem ser feitas, de forma gratuita, até o dia 29 de julho. Mais informações podem ser obtidas no portal da BRAFIP no endereço: www.brafip.org.br

Objetivo: Gerar Empregos

Uma das consequências nefastas da pandemia é a “destruição de milhões de empregos” no Brasil e no mundo, devido ao isolamento social adotado em praticamente, todos os países afetados pelo vírus chinês. Um dos segmentos econômicos mais prejudicados é o do comércio, que em muitas cidades brasileiras já está fechado faz mais de 70 dias. Visando ajudar a minimizar o desemprego, várias entidades ligadas ao varejo, criaram “um aplicativo (App) para smartphone focado na geração de empregos, através da recolocação de profissionais em empresas do setor”. A solução foi proposta por 29 entidades empresariais, lideradas pela ABRAFARMA – Associação Brasileira de Redes de Farmácias e Drogarias, ABRAS – Associação Brasileira de Supermercados e ABRAPPE – Associação Brasileira de Prevenção de Perdas. Denominado de “Vagas no Varejo”, o aplicativo (disponível para as plataformas iOS e Android) apresenta as vagas oferecidas pelas empresas varejistas de todos os estados e o candidato faz seu cadastro para habilitar-se a vaga disponível. As entrevistas também são feitas de forma online. Para participar, a empresa assume o compromisso de “não utilizar as informações dos candidatos para qualquer outra finalidade” que não seja o preenchimento da vaga disponibilizada.

Laboratório do IME e o COVID-19

O IME – Instituo Militar de Engenharia, através do LMDQB -Laboratório de Modelagem Molecular Aplicada à Defesa Química e Biológica, entrou na “Guerra contra o COVID – 19”. O LMDQB tem feito pesquisas com “o objetivo de propor potenciais fármacos capazes de combater o vírus SARS-CoV-2, causador da COVID-19”. Segundo os Cientistas envolvidos nos estudos (que contam com a parceria do LSO – Laboratório de Síntese Orgânica, ligado ao IDQBRN – Instituto de Defesa Química, Biológica, Radiológica e Nuclear do Exército Brasileiro), estão sendo utilizadas duas abordagens. “A primeira é a avaliação de medicamentos já existentes no mercado e a segunda abordagem, envolve pesquisas de moléculas ainda não utilizadas como medicamentos”. Para embasar as pesquisas, foi estudado “um universo de quase vinte e duas mil moléculas que, após confrontação com os alvos moleculares selecionados por meio de métodos computacionais, foi reduzido a um grupo de 80 moléculas potencialmente viáveis para criação de medicamentos capazes de combater o vírus”.

Salvação do Comércio?

Com o fechamento comércio, os empresários foram forçados a buscar alternativas para continuar seus negócios e uma opção obvia, foi à implantação de e-commerce (comércio eletrônico) de forma até intempestiva em alguns casos, principalmente para aquelas empresas que ainda não utilizavam este tipo de opção de vendas, seja de produtos ou serviços. A tendência natural foi a utilização das plataformas Skype, Faceboook Messenger, Instagram e WhatsApp, como “intermediadores de vendas online”. Utilizados assim, como instrumentos de “salvação do comércio” no meio da crise gerada pela pandemia. O interessante é que no final do ano passado uma pesquisa divulgada pelo CGI.br – Comitê Gestor da Internet no Brasil, com base em dados do relatório “TIC Empresas 2019”, já apontava a utilização dessas plataformas “como opção para empresas atuarem de forma simplista, no comércio eletrônico.” O levantamento mostrou que 42% das empresas, que efetuaram vendas pela Internet em 2019, utilizaram algumas das plataformas listadas acima (o que de certa forma se justifica, visto que 78% das empresas da amostra, informaram estar presente em alguma dessas plataformas). O documento do CGI.br também mostrou que “outros canais utilizados para comercialização foram: e-mail com 39% de participação, redes sociais com 20%, website empresarial 16% e por último, marketplaces, responsáveis por 14% das vendas online em 2019”.

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