Célio Alves defende Rosas, critica renúncia coletiva e prega “unidade”

O presidente do PSB de Guarabira, Célio Alves, emitiu uma nota nesta terça-feira, 20, para negar o que chegou a ser veiculado por setores da imprensa a respeito de uma suposta defesa dele ao nome do ex-governador Ricardo Coutinho para a presidência do PSB. No texto polido que fez circular hoje, Célio reconhece a importância de Ricardo, diz que ele é capaz de responder por qualquer cargo, mas se posiciona ao lado do cumprimento integral do mandato de Edvaldo Rosas que presidia a sigla até a última sexta-feira.

“Ninguém no partido questiona a dimensão da liderança política do companheiro Ricardo Coutinho, quadro capaz de presidir o PSB, bem como de assumir qualquer missão. De igual modo, não se pode negar a contribuição que o companheiro Edvaldo Rosas tem dado ao longo de anos para a organização do partido (…) Por uma questão de coerência, assim como defendi a legitimidade da direção do PSB de Guarabira, do qual sou presidente, depois de questionamentos fora do âmbito partidário, defendo o cumprimento dos mandatos conferidos ao presidente estadual Edvaldo Rosas e ao presidente nacional Carlos Siqueira. Agir diferente seria um contrassenso de minha parte.”, diz Célio.

Em outro ponto de seu texto, o coordenador do Orçamento Democrático do Governo do Estado, considera que a renúncia coletiva do diretório estadual foi um elemento de desagregação do PSB: “Como se vê, a julgar pelas reações, a renúncia coletiva de parte do diretório, se ocorrida com este objetivo [a troca de comando], não contribuiu com a unidade e a harmonia do partido”.

Confira a íntegra da nota distribuída por Célio Alves:

Não componho a direção estadual do PSB, mas diante de notícias envolvendo suposto posicionamento meu, cumpro o dever de esclarecer o seguinte.

Ninguém no partido questiona a dimensão da liderança política do companheiro Ricardo Coutinho, quadro capaz de presidir o PSB, bem como de assumir qualquer missão. De igual modo, não se pode negar a contribuição que o companheiro Edvaldo Rosas tem dado ao longo de anos para a organização do partido.

Embora eleito, creio que, pela relação que há entre eles, Edvaldo Rosas, uma
vez instado pelo companheiro Ricardo Coutinho, fato que não é de meu conhecimento ter ocorrido, não hesitaria em transmitir a tarefa de presidir o PSB, respeitados os trâmites internos.

De igual modo, neste mesmo sentido, se parte do diretório estadual houvesse pautado reunião com o fim de discutir a proposta de troca de comando, não surgiria objeção.
Como se vê, a julgar pelas reações, a renúncia coletiva de parte do diretório, se ocorrida com este objetivo, não contribuiu com a unidade e a harmonia do partido.

Por uma questão de coerência, assim como defendi a legitimidade da direção do PSB de Guarabira, do qual sou presidente, depois de questionamentos fora do âmbito partidário, defendo o cumprimento dos mandatos conferidos ao presidente estadual Edvaldo Rosas e ao presidente nacional Carlos Siqueira. Agir diferente seria um contrassenso de minha parte.
A exceção disso, insisto, no caso da Paraíba, seria a proposta dialogada para alçar o companheiro Ricardo Coutinho à presidência.

Diante dos fatos, cada companheiro do PSB deve agir com desprendimento para promover a unidade do partido, preservando o respeito mútuo, sobretudo, aos nossos líderes maiores, João Azevêdo e Ricardo Coutinho.

É fundamental não perdermos de vista o compromisso que tem com a Paraíba este projeto que tem mudado pra melhor o estado desde 2011.

O que nos une é maior do que aquilo que nos separa.

Célio Alves

Célio Alves defende Rosas, critica renúncia coletiva e prega “unidade”

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