Cássio responde a críticas de Maranhão e diz que segurança era prioridade

A assessoria do ex-governador Cássio Cunha Lima (PSDB) divulgou hoje uma nota à imprensa em resposta às acusações dirigidas ontem pelo governador José Maranhão (PMDB) à gestão tucana na área de segurança. O peemedebista, em entrevista na TV Cabo Branco, acusou o antecessor de ter desestruturado a Secretaria de Segurança, investido pouco no setor e deixado "uma bagunça" na Pasta.

Para a assessoria de Cássio, a argumentação de Maranhão foi um ato de "proselitismo". Segue a íntegra do texto:

"Ao assumir o Governo do Estado em 2003, Cássio Cunha Lima (PSDB) encontrou a Polícia Militar com cerca de 7300 homens e mulheres no seu efetivo, um déficit de cerca de 7 mil membros, número bem abaixo do que a Organização das Nações Unidas (ONU) que é de cerca de 1 policial para cada grupo de 250 habitantes.

No governo de Cássio, a primeira providência do novo governo foi procurar aumentar o efetivo. "Todo e qualquer governante pode comprar armamentos, viaturas, coletes e munição, mas a formação de um policial demanda tempo e planejamento e foi o que fizemos”, disse Cássio.

Vale lembrar que a Paraíba já era o quarto lugar em número de policiais por habitantes no Nordeste tendo um policial para cada 359 habitantes, “se o atual governo investisse na contratação de pessoal através de concursos e convocasse os policiais aprovados no último concurso, certamente já teríamos cerca de 13 mil PM’s na ativa, número bem próximo ao indicado pela ONU”.

Para se ter uma idéia desse aumento de contingente, ao sair do governo em fevereiro de 2009, o efetivo da PM já contava com 10.130 homens e mulheres, resultando num aumento de cerca de 40% no efetivo. “Mas que palavras, tivemos uma ação efetiva onde o primeiro passo foi a realização de concursos públicos que valoriza a meritocracia ao invés do apadrinhamento”, afirmou.

Com relação à Polícia Civil, Cássio lembrou que após 17 anos um concurso público foi realizado o que mais que dobrou o efetivo da PC, além de extinguir a figura do delegado comissionado, ”ao nomear delegados concursados, o nível de investigação melhorou consideravelmente”, afirmou.

Pesquisas realizadas pela Federação do Comércio e o Sebrae no período de governo de Cássio entre turistas que estavam em João Pessoa, constatou que mais de 90 dos entrevistados consideram João Pessoa, uma cidade tranquila “certamente hoje estes dados são bem piores”.

Outro dado importante que Cássio Cunha Lima lembrou foi a pesquisa do Ministério da Justiça que através dos dados do Sistema Nacional de Informações sobre Mortalidade, apontou uma queda de 21 posições das cem cidades mais violentas do país e que Campina Grande saiu desta relação das 100 cidades

Além de ficar entre os quatro que conseguiram fazer cair o número de homicídios por arma de fogo, a Paraíba se destacou por ser o único estado do Nordeste a figurar nessa lista. Os dados da pesquisa revelam que a redução do crime no estado foi de 14,4% e que esse número foi 75% maior que a média dos outros Estados, que reduziram em torno de 8%.

Cássio disse que no que diz respeito ao planejamento do aparato de segurança, a Paraíba foi o primeiro Estado do Brasil a adotar um sistema de comunicação que integra as Polícias Civil e Militar, o Corpo de Bombeiros, o Detran e o Poder Judiciário o que resultou entre outros benefícios, em mais agilidade na investigação de crimes.

Conforme dados da Secretária de Segurança e Defesa Social na gestão de Cássio foram instalados sistemas de transmissão e terminais móveis de dados em viaturas e sistemas de identificação automática de impressão digital, que permitiram cadastrar, comparar e identificar, em tempo real, impressões digitais e fragmentos de impressões digitais.

Cássio declarou que estes dados certamente não irão se repetir atualmente tendo em vista que o governo que se instalou na Paraíba desmontou todo o planejamento que estava em curso, inclusive sem contratar os policiais aprovados em concurso. “Preferem inchar a folha de pagamento com apadrinhados políticos em detrimento do mérito de quem se preparou, estudou e foi aprovado em concursos públicos”.

“Ao invés de proselitismo político, o governo do Estado deveria agir com organização e planejamento e priorizar de fato a segurança pública para estancar, por exemplo, a onda de assaltos a banco que assola a Paraíba e que nenhuma ação de defesa das nossas cidades é promovida”, concluiu".
 

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