Cássio fala em nova eleição para o Senado

O ex-governador Cássio Cunha Lima defendeu ontem em entrevista ao programa Correio Debate (rádio) a realização de novas eleições para o Senado na Paraíba, caso a sua candidatura seja impugnada pelo Supremo Tribunal Federal (STF). A poucos dias da posse dos novos senadores, ele aguarda um pronunciamento do Supremo sobre o pedido de liminar para assumir uma das cadeiras no Senado da República.

Se até 1º de fevereiro a liminar não sair, a vaga de Cássio, que foi o mais votado para o Senado, será ocupada pelo deputado Wilson Santiago (PMDB). Para Cássio, o certo é fazer uma nova eleição ao invés de empossar o terceiro mais votado. “Queiram ou não eu fui eleito senador pela vontade soberana do povo. Você não pode transferir para o Poder Judiciário o poder de escolha dos seus representantes”, disse Cássio.

Ele acredita numa decisão positiva do Supremo Tribunal Federal. Cássio concorreu às eleições com a candidatura sub judice em razão da cassação do seu mandato de governador. A Justiça Eleitoral entendeu que de acordo com a Lei da Ficha Limpa ele se encontra inelegível por 8 anos. “Toda essa celeuma é se a inelegibilidade que me foi imposta pode ou não ser ampliada de 3 para 8 anos”.

Cássio defende que se a decisão que barrou a sua candidatura não for modificada pelo Supremo Tribunal Federal que se faça nova eleição na Paraíba, “para que esta vaga seja preenchida pela vontade da maioria do povo paraibano, como deveria ter acontecido no momento em que fui afastado do cargo de governador”.

Ele também falou sobre o seu futuro político e descartou a possibilidade de voltar ao Governo do Estado. “Quando me perguntam se eu sonho em ser governador, eu respondo logo, não. Não sou candidato em 2014. Ricardo, se Deus quiser, vai fazer um bom trabalho e estender seu período para mais quatro anos. Eu quero que a Paraíba cresça e que Ricardo lidere com tranqüilidade e serenidade”.

Cássio revelou ainda que pretende conversar com o senador Cícero Lucena sobre o futuro do PSDB paraibano. “Quando chegar o momento, eu vou sentar com Cícero, conversar e ver o que é melhor. Vou chegar e perguntar para ele: Cícero o que é melhor para o partido? É você na presidência ou sou eu assumindo a presidência? Se continuar esse cenário é melhor a gente disputar, ou procurar uma solução consensual? Tudo isso será discutido a seu tempo, não é uma coisa para se resolver em 30 dias”, destacou.

Correio da Paraíba

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