Carlos Bolsonaro reclama do cardápio de pizzaria anti-Bolsonaro em João Pessoa

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O vereador do Rio de Janeiro Carlos Bolsonaro (Republicanos), filho do presidente Jair Bolsonaro (PL), reclamou do duplo sentido do cardápio da Autêntica Pizza Lambreta, de João Pessoa, na Paraíba, que tem, entre as opções da casa, a pizza “Pau no mito”. A pizzaria é alvo de investigação no Ministério Público Federal (MPF) por realizar, supostamente, campanha antecipada em favor do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

O vereador se manifestou depois que o perfil Família Direita Brasil retuitou uma postagem do jornalista Guga Noblat, que afirmava que iria pedir uma “Pau no Mito” na hora do almoço. “Na hora do almoço eu gostaria de pedir algo que saciasse minha fome, aí me veem esses tipos além de dar duplo sentido numa frase, parecem destilar seu ódio sem a menor preocupação!”, reclamou Carlos Bolsonaro, sem abrir mão – assim como a pizzaria – do duplo sentido ao criticar o jornalista: “Se a vontade for de outra coisa, o que é possível, sugiro mudar o desejo! Seja feliz!”

O dono da Autêntica Pizza Lambreta, Thiago Ferreira, vem sendo investigado pelo MPF em virtude da repercussão de uma campanha em favor do título de eleitor de jovens de 16 a 18 anos. Neste ano, ele chegou a oferecer pizzas aos que comprovassem que retiraram o título com o cadastramento na Justiça Eleitoral – a ação chegou distribuir 40 pizzas.

“Nós tínhamos um posicionamento embaixo que, além de tirar o título, tinha que ser #forabolsonaro. Avisamos que se o jovem de 16 a 18 anos apresentasse seu título de eleitor, ele ganharia uma pizza. Como esperado, muita gente veio, muitos jovens. Não fizemos nenhuma ação política. O jovem apresentava seu documento e pegava a pizza”, contou o empresário.

De fato, a relação entre o presidente Bolsonaro e a comida, sobretudo na Paraíba, não é a das melhores. No começo deste mês, o presidente se envolveu em outra polêmica ao visitar o estado. Em visita ao restaurante Formaggio, especializado em massas, o cozinheiro teve que provar a comida antes de ser oferecida ao presidente. Na época, os seguranças disseram ao cozinheiro que esse era um procedimento de praxe para evitar que chefe do Executivo fosse envenenado. O episódio repercutiu negativamente em veículos de imprensa.

 

Com Congresso em Foco

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