Câmara dos Deputados aprova R$ 1,3 bi para vítimas de desastres

O plenário da Câmara Federal aprovou ontem a Medida Provisória que libera dinheiro para áreas atingidas por desastres naturais. A MP 637/13 abre crédito extraordinário de R$ 1,97 bilhão para nove ministérios. Desse total, R$ 1,31 bilhão será para atender as populações vítimas de desastres em cidades com situação de emergência ou calamidade pública. A matéria será votada ainda pelo Senado.
 
O dinheiro deverá ser usado pelo Ministério da Integração Nacional para a distribuição de alimentos, de água para consumo por meio de carros-pipa e da perfuração e recuperação de poços, e para o restabelecimento de infraestruturas locais avariadas.
 
Essa parcela também servirá para garantir a ampliação do pagamento do Auxílio Emergencial Financeiro para famílias com renda mensal média de até dois salários mínimos atingidas por desastres.
 
Pequenos agricultores
 
No Ministério do Desenvolvimento Agrário, R$ 440 milhões servirão para cobrir o aumento do benefício Garantia-Safra (Lei 10.420/02) para pequenos agricultores que tenham perdido sua safra na área de atuação da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene).
 
Estima-se que 98% dos agricultores familiares que aderiram ao Garantia-Safra tiveram perdas superiores a 50% da produção em razão da estiagem, considerada a pior dos últimos 50 anos e que teve início ainda na safra 2011/2012.
 
Ainda relacionado às chuvas, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento contará com crédito de R$ 37,37 milhões para melhorar a infraestrutura de apoio à produção e manutenção de vias de escoamento do setor agropecuário.
 
Desenvolvimento Urbano – No Ministério das Cidades, a medida destina R$ 53,91 milhões para a Política Nacional de Desenvolvimento Urbano, que prevê obras e ações de infraestrutura urbana para a melhoria das condições de vida das famílias residentes nos locais atingidos por desastres naturais.
 
Já os recursos destinados ao Ministério da Saúde, no valor de R$ 45,65 milhões, permitirão estruturar unidades de atenção básica e especializada em saúde, contribuindo para a melhoria do acesso e da qualidade dos serviços prestados aos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS).

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