Caiado é confirmado pré-candidato pelo PSD e diz que primeiro ato na Presidência será anistia a Bolsonaro

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São Paulo – O PSD, partido de Gilberto Kassab, oficializou nesta segunda-feira (30) a pré-candidatura do governador de Goiás, Ronaldo Caiado, à Presidência da República.

Caiado, 76, disputava a chancela da sigla com o governador do Paraná, Ratinho Junior, que desistiu de concorrer ao cargo, e Eduardo Leite, à frente do Executivo do Rio Grande do Sul.

Ele disse nesta segunda-feira que o primeiro ato, se eleito, será conceder anistia ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), preso em regime domiciliar e condenado por tentativa de golpe.

“Meu primeiro ato vai ser exatamente anistia ampla, geral e irrestrita, replicando aquilo que Juscelino Kubitschek soube fazer com muita maestria a todos aquele que rebelaram realmente em uma verdadeira tentativa de golpe pela Aeronáutica”, disse.

Caiado nunca escondeu o desejo de concorrer à disputa, o que já havia feito em 1989. Ele vocaliza os interesses da direita agrária e busca se associar ao discurso contra a violência e a corrupção.

Médico e cirurgião, já se distanciou de Jair Bolsonaro (PL) durante a pandemia de Covid-19, mas se reaproximou esperando receber o apoio do ex-presidente, que atualmente cumpre pena por uma tentativa de golpe de Estado.

Em várias entrevistas, o governador de Goiás já prometeu anistiar Bolsonaro. Agora está à frente da proposta de Kassab de representar outra via aos eleitores que não querem reeleger o presidente Lula (PT) ou votar no senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que assumiu o espólio do pai na corrida presidencial.

A escolha do PSD gerou reação pública diferente entre Eduardo Leite e Ratinho Junior. Enquanto o último elogiou a decisão, Leite argumentou que ela “tende a manter esse ambiente de polarização radicalizada que tanto limita o nosso país”.

Segundo o calendário das eleições 2026 divulgado pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral), a deliberação para escolher os candidatos oficiais à Presidência ocorre de 20 de julho a 5 de agosto, período das convenções partidárias. Os pedidos de registro de candidatura precisam ser apresentados até 15 de agosto.

No Congresso, passou a maior parte do tempo no antigo PFL (que virou DEM em 2007 e, depois, se tornou União Brasil). Ele deixou o União Brasil em janeiro, por falta de apoio para a candidatura presidencial.

 

 

 

 

Folha Online

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