Brasileiro é preso na Argentina após tentar matar a vice-presidente Cristina Kirchner

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O brasileiro Fernando André Sabag Montiel, de 35 anos, foi preso na noite desta quinta-feira (1º) em Buenos Aires após ter apontado uma arma contra a cabeça da vice-presidente da Argentina, Cristina Kirchner.  Cristina Kirchner sofreu a tentativa de assassinato em frente à sua casa, no bairro nobre da Recoleta, em Buenos Aires, onde o homem a abordou com uma pistola Bersa de calibre .32, que estava carregada com cinco balas, mas falhou na hora do disparo.

Cristina estava conversando com apoiadores quando foi abordada pelo um homem armado. O sujeito foi preso imediatamente e transferido para uma delegacia de polícia, para ser interrogado, informou o ministro da Segurança, Aníbal Fernández. Ainda de acordo com ele, a arma já está em posse da polícia.

 

Desde a semana passada, apoiadores têm feito vigília em frente à casa da vice-presidente, que enfrenta um julgamento sob a acusação de corrupção e um pedido do Ministério Público de 12 anos de prisão e inabilitação política perpétua. No sábado, milhares de pessoas também se manifestaram em praças e avenidas da Argentina.

Quem é Fernando André Sabag Montiel

De acordo com autoridades locais, Fernando André Sabag Montiel nasceu no Brasil e mora no país vizinho, mas tem família em São Paulo. Ele trabalha como motorista de aplicativo e tem antecedente criminal por porte de arma não convencional.

O documento de residência de Montiel na Argentina é dos anos 1990. O pai dele, Fernando Ernesto Montiel Araya, foi alvo de um inquérito da Polícia Federal para expulsão do Brasil em 2020. Conforme documento ao qual O GLOBO teve acesso, o procedimento foi instaurado porque Araya tinha uma sentença penal condenatória no país.

Segundo o jornal La Nación, em 17 de março do ano passado Montiel foi detido por porte de arma. Na ocasião, ele foi flagrado com uma faca e alegou que a usava para defesa pessoal.

Montiel foi abordado na época por estar estacionado com um veículo sem a placa traseira. Ele alegou que a placa caiu “devido a um acidente de trânsito ocorrido dias atrás”. Quando ele se abriu a porta para pegar a documentação do carro, uma faca de 35 centímetros de comprimento caiu no chão.

Em seus perfis no Facebook e Instagram – deletados após o atentado – o brasileiro gostava de ser chamado de “Salim” e se gabava por ser crítico ferrenho do atual governo argentino e da família Kirchner. Ele também postou vídeos de suas aparições em programas de TV, seja criticando programas do governo de auxílio financeiro ou a nomeação do ministro Sergio Massa, da Economia.

“Salim” também gostava de exibir suas tatuagens nas redes sociais, algumas associadas à simbologia nórdica e uma, no cotovelo do braço direito, que reproduziria um sol negro, em referência à iconografia usada pela SS, a temida polícia do Partido Nazista de Adolf Hitler (veja a seguir duas postagens nas redes sociais de Montiel).

 

ParlamentoPB com Folha Online e UOL

 

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