Brasil tem novo aumento na ocupação de leitos em UTI para Covid, indica Fiocruz

O Brasil registrou aumento nas taxas de ocupação dos leitos de UTI para pacientes com Covid-19 em 11 estados e no Distrito Federal, informou a Fiocruz em boletim divulgado nesta quarta-feira (26).

O maior aumento na ocupação em pontos percentuais foi no DF, que também registrou a pior taxa de ocupação: 98%. Na semana passada, o índice era de 74%. O crescimento foi igual ao do Amapá, que viu aumento de 45% para 69% nos leitos intensivos ocupados.

Com o acréscimo de leitos, Maranhão, Mato Grosso e Pernambuco registraram queda nas ocupações; Pernambuco, entretanto, continua na zona de alerta crítico, com 81% dos leitos ocupados.

Ao todo, 6 estados e o DF têm alerta “crítico” no nível de ocupação dos leitos. Outros 12 estados ficaram na zona de alerta intermediário, e apenas 8 não entraram na zona de alerta.

Estados com ocupação crítica nos leitos de UTI:

– Distrito Federal (98% de ocupação)

– Rio Grande do Norte (83% de ocupação)

– Goiás e Piauí (82% de ocupação)

– Pernambuco (81% de ocupação)

– Espírito Santo e Mato Grosso do Sul (80% de ocupação)

Espírito Santo, Goiás e Pernambuco já tinham alerta crítico na ocupação dos leitos na semana passada.

Estados com nível de alerta intermediário na ocupação dos leitos de UTI:

– Mato Grosso (78% de ocupação)

– Tocantins (77% de ocupação)

– Pará (76% de ocupação)

– Amazonas e Ceará (75% de ocupação)

– Roraima (70% de ocupação)

– Amapá (69% de ocupação)

– Bahia (67% de ocupação)

– São Paulo (66% de ocupação)

– Rondônia (65% de ocupação)

– Rio de Janeiro (62% de ocupação)

– Paraná (61% de ocupação)

Amazonas, Bahia, Ceará, Pará, Roraima e Tocantins já estavam com alerta intermediário na semana passada. Mato Grosso deixou a zona de alerta crítico, caindo na zona de alerta intermediário.

Ocupação nas capitais

Entre as 25 capitais com taxas de ocupação divulgadas, 9 estão na zona de alerta crítico:

– Rio de Janeiro e Brasília: 98%

– Belo Horizonte: 95%

– Fortaleza: 93%

– Porto Velho, Cuiabá e Natal (estimado): 89%

– Macapá: 82%

-Rio Branco: 80%

As outras 14 capitais com dados divulgados estão na zona de alerta intermediário:

– Teresina (estimado) e Campo Grande: 79%

– Vitória: 77%

– Manaus e Goiânia: 75%

– São Paulo e Curitiba: 71%

– Boa Vista: 70%

– Palmas e Florianópolis: 69%

– Salvador: 67%

– Maceió: 65%

– São Luís: 64%

– Porto Alegre: 60%

Situação está ‘nitidamente piorando’, dizem pesquisadores

Ao divulgar os dados, os pesquisadores do observatório pontuaram que a situação da pandemia no país está “nitidamente piorando, embora o avanço da vacinação ajude a desenhar um quadro diferente do de outros momentos mais críticos da pandemia”.

“Não se pode ignorar que o quadro está piorando, apesar de estar claro que o cenário com a vacinação é muito diferente daquele observado em momentos anteriores mais críticos da pandemia, nos quais se dispunha de muito mais leitos”, apontam os cientistas.

Eles salientaram que, como a variante ômicron é bastante transmissível, mesmo que haja uma proporção menor de casos graves – graças à vacina –, se muitas pessoas se infectam, a quantidade que acaba precisando de um leito de UTI também cresce.

Além disso, ainda há uma parte da população que não recebeu a dose de reforço e, também, não recebeu nenhuma dose de vacina. O Brasil tem, hoje, 69% da população com duas doses (ou a dose única) de vacina.

“Em pleno verão, são comuns os registros de aglomerações, a negligência com o uso de máscaras de boa qualidade, bem como o desrespeito à necessidade de isolamento por tempo adequado na ocorrência ou suspeita de ocorrência da infecção”, afirmam os pesquisadores.

“É fundamental empreender esforços para avançar na vacinação e controlar a disseminação da Covid-19, com o endurecimento da obrigatoriedade de uso de máscaras e de passaporte vacinal em locais públicos”, avaliam.

G1

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