Bancários fazem assembleia quinta-feira e greve pode começar dia 30

O Comando Nacional dos Bancários considerou insuficientes as propostas de caráter econômico apresentadas pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) na sétima rodada de negociações da Campanha 2014, na última sexta-feira (19), que incluem reajuste de 7% no salário (0,61% de aumento real), na PLR e nos auxílios refeição, alimentação e creche, além de 7,5% no piso (1,08% acima da inflação). 
 
Além de rejeitar a proposta da Fenaban, o Comando Nacional aprovou um calendário de mobilização para pressionar os bancos a apresentarem novas propostas que atendam às expectativas da categoria, apontando para a deflagração de greve por tempo indeterminado a partir de 30 de setembro. 
 
A diretoria do Sindicato dos Bancários da Paraíba está convocando a categoria de sua base para uma Assembleia nesta quinta-feira (25), às 19h, no ginásio de esportes da Entidade, para avaliar a proposta, podendo culminar com a deflagração da greve, se até lá os bancos não apresentarem uma proposta decente. 
 
“Apesar de os bancos apresentarem uma proposta já com um pequeno aumento real, inclusive com valorização do piso, os índices não atendem às nossas expectativas ante os lucros das instituições financeiras. Até porque as negociações sobre a proteção ao emprego, combate ao assédio moral e segurança, por exemplo, não tiveram nenhum avanço. Portanto, teremos que recorrer à nossa arma mais eficaz, que é a deflagração da greve por tempo indeterminado, a partir do dia 30”, concluiu Marcos Henriques, presidente do Sindicato.
 
Principais reivindicações:
-Reajuste salarial de 12,5%;
-PLR: três salários mais R$ 6.247;
-Vales alimentação, refeição, 13ª cesta e auxílio creche/babá: R$ 724,00 por mês, cada; 
-Melhores condições de trabalho com o fim das metas abusivas e do assédio moral que adoecem os bancários;
-Emprego: fim das demissões, mais contratações, aumento da inclusão bancária, fim da rotatividade, combate às terceirizações;
-Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS): para todos os bancários;
-Segurança: proteção contra assaltos e sequestros, cumprimento da Lei 7.102/83 – pelo menos dois vigilantes durante o expediente, instalação de portas giratórias com detector de metais no autoatendimento das agências, fim da guarda das chaves de cofres e agências por bancários;
-Igualdade de oportunidades para todos, pondo fim às discriminações nos salários e na ascensão profissional.

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