Assembléia Legislativa discute saúde da população negra nesta terça

No Dia Nacional de Mobilização Pró-Saúde da População Negra, 27 de outubro, a Assembléia Legislativa da Paraíba realiza uma sessão Especial para discutir a saúde da população negra no Estado. A sessão, de propositura do deputado Rodrigo Soares, acontecerá no Plenário deputado José Mariz a partir das 10 h.
O deputado Rodrigo Soares disse que a saúde é um direito de todos e um dever do Estado. “Todo cidadão e cidadã têm direito a um tratamento de qualidade, humanizado e sem nenhuma discriminação”, enfatizou o deputado.

De acordo com o membro do Movimento Negro da Paraíba, Felipe Santos, a participação da sociedade no controle social das políticas públicas é essencial para a garantia do direito humano à saúde e outros direitos. “É preciso cada um faça a sua parte para todos juntos fazerem a diferença na construção do Sistema Único de Saúde que atenda a necessidade de todos e sem discriminação”, explicou Felipe.
Segundo Rede Saúde da População Negra durante todo o dia de hoje (27), acontecem várias atividades para a promoção e defesa do direito à saúde da população negra em todo o Brasil.

Enfrentar o racismo e suas conseqüências sobre a saúde das pessoas, garantir a atenção aos problemas que mais afetam a população negra e lutar pelo fortalecimento do Sistema Único de Saúde são as principais bandeiras de luta do Movimento Negro em todo o Brasil.

Saúde – Mais de metade das mulheres grávidas referiram ter feito sete ou mais consultas de pré-natal, contudo mães indígenas, negras e adolescentes apresentam um menor percentual de consultas de pré-natal quando comparadas às mães brancas  ou àquelas com 20 anos ou mais de idade. 

O risco de morte por tuberculose foi 63% maior entre pretos e pardos (negros), quando comparados aos brancos. Para as crianças pretas e pardas (negras) com menos de um ano de idade, o risco de morte por doenças infecciosas foi 43% maior que o apresentado para as crianças brancas. 

Independente da região do país, o risco de um homem negro de 15 a 49 anos ser vítima de homicídio é 2,18% vezes superior àquele apresentado por um homem branco na mesma faixa etária.

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