Onivaldo Júnior

Onivaldo Júnior é formado em Jornalismo e Música pela Universidade Federal da Paraíba, com mestrado em Educação Musical também pela UFPB. Professor particular de canto, professor de Artes em duas escolas do Município de João Pessoa e maestro do Mosaico Coral.


Artes Vivas

Você já foi a algum sarau? Já ao menos ouviu falar no termo? A prática, hoje quase em desuso, era uma das mais tradicionais formas de compartilhamento cultural nos séculos anteriores. Hoje tornou-se “palavra de velho”, mas aqui estou eu para ajudar a tirar esse termo do obsoleto que a contemporaneidade pretende colocar.

Num sarau, artistas das mais variadas vertentes compartilhavam seus talentos, mostrando uma cultura viva, plural e muito significativa. Música, textos literários, poesia, culinária, artesanato, danças e performances corporais eram costumeiras nos saraus de outrora (outra “palavra de velho” que adoro usar).

Eis que, com o advento das lives em época de isolamento social, um sarau seria a última coisa que alguém pensaria em produzir, certo? ERRADO! Agora, mais do que nunca, é a hora de os artistas se juntarem e compartilharem talentos e forças, para que a cultura não sucumba ao coma induzido a que está submetida, com secretarias de cultura adormecidas nas esferas nacional e estadual, principalmente.

Mobilizados na tentativa de dar sustentação ao Projeto de Lei 1756/2020, que destina auxílio emergencial a profissionais da Cultura, e à Lei Aldir Blanc, que tramita no Congresso Nacional com a mesma finalidade, os artistas, agora, mais do que nunca, precisam deixar seus talentos individuais a segundo plano e batalhar pelo brilho coletivo da classe como um todo.

E é por isso que um novo espaço nasceu, nas esferas virtuais. A Live Sarau Artes VivInstagram (@onivaldojr) e que pretende, todas as terças-feiras, abrir o canal de diálogo com artistas dos diversos segmentos, para compartlhar seus talentos e anseios, dores e alegrias.

Na estreia, ocorrida neste 9 de junho de 2020, o ator Vitor Blam deu uma verdadeira aula de empatia com o sucateamento da cultura, e a cantora Paulinha Regina adoçou os ouvidos com seu canto popular.

A ideia é que a cada terça-feira, dois convidados dividam o espaço com o anfitrião e soltem o verbo e as feras. E você está convidado a participar desse projeto também. É só me chamar no direct do Instagram e agendar sua participação.

As Artes precisam estar mais Vivas do que nunca!!

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