Morreu nesse domingo (4) o homem que foi diagnosticado com raiva humana em Campina Grande. Ele estava internado há quase três semanas no Hospital Universitário Alcides Carneiro (HUAC), onde permanecia em estado grave. A morte foi confirmada pelo diretor de Vigilância e Saúde do município, Miguel Dantas.
De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde, os primeiros sintomas da doença surgiram no dia 10 de dezembro, e o paciente foi internado três dias depois, no dia 13. Com a rápida evolução do quadro clínico, ele precisou ser transferido para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI), apresentando insuficiência respiratória aguda associada à instabilidade neurológica.
Segundo as autoridades de saúde, o homem havia sido mordido por um sagui no mês de setembro, mas não procurou atendimento médico na época. O diagnóstico de raiva humana foi oficialmente confirmado pela prefeitura no dia 22 de dezembro.
Ao dar entrada no hospital, o paciente apresentava sintomas como agitação psicomotora, confusão mental, alteração do nível de consciência, aerofobia, falta de ar e queda na oxigenação do sangue. Diante da gravidade do quadro, foi necessária a intubação orotraqueal e o início da ventilação mecânica invasiva. Ele chegou a permanecer em sedação profunda, com instabilidade da pressão arterial, sob monitoramento contínuo e acompanhamento multiprofissional.
Miguel Dantas alertou que a situação poderia ter sido evitada com a procura imediata por atendimento médico após a mordida. “É um erro comum tentar alimentar animais silvestres. Após a mordedura, ele não encontrou mais o animal e, mesmo com inchaço e desconforto, não procurou o serviço de saúde. O tratamento pós-exposição deveria ter sido iniciado naquele momento”, explicou.
O paciente permaneceu internado por 19 dias no HUAC, mas não resistiu às complicações provocadas pela raiva humana, doença que é quase sempre fatal após o início dos sintomas.