AL debate criação de centro cirúrgico para epilepsia

A luta dos portadores de epilepsia em prol da construção do 1º Centro Cirúrgico de Epilepsia do Nordeste, a ser instalado em João Pessoa, ganhou mais um aliado na tarde de hoje. Atendendo requerimento do deputado estadual Nivaldo Manoel (PPS), a Assembleia Legislativa realizou uma sessão especial para debater o problema que acomete aproximadamente 38.200 paraibanos e que equivale a 1% do número de casos no Brasil.

“A Paraíba é pioneira no Nordeste a chamar atenção para esta questão. A nossa intenção é a de contribuir para estas pessoas possam ter uma vida normal”, afirmou o parlamentar. Em todo o País, outros nove centros para tratamento de epilepsia estão em funcionamento nas regiões Sul e Sudeste.

Segundo o diretor da Associação dos Portadores de Epilepsia do Estado da Paraíba (ASPE-PB), Jorge Luiz, a sessão desta segunda-feira contribuiu na divulgação de informações sobre a doença, ainda cercada por muito preconceito e mitos. “Além do mal em si, os portadores de epilepsia também são vítimas da exclusão social. Muitos têm vergonha, até mesmo, de admitir a doença”, afirmou, acrescentado que ao contrário do que se pensa, a epilepsia não é contagiosa e que por isso, deve-se prestar socorro a alguém com crise epiléptica.

É comum que muitas pessoas se afastem ou não esbocem reação alguma diante de um desconhecido com crises de convulsão. Diante de uma situação desta, Jorge Luiz recomenda a prestação de primeiros socorros, através de procedimentos simples como o posicionamento lateral da vítima e em seguida o acionamento de uma das unidades do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU).

Ainda de acordo com o diretor da ASPE-PB, o projeto para instalação do 1º Centro Cirúrgico de Epilepsia do Nordeste já foi encaminhado à Secretária Municipal de Saúde de João Pessoa, Roseana Meira. A expectativa é que o centro, que irá funcionar no prédio do Hospital Santa Isabel, seja inaugurado até o mês de dezembro deste ano. “A secretária nos garantiu que o processo já está 90% adiantado, restando apenas algumas questões burocráticas e a capacitação da equipe médica que irá funcionar sob a coordenação do neurologista Marcos Smith”, completou Jorge Luiz.

O médico Marcos Smith considerou que a implantação da unidade especializada no tratamento da doença será um avanço não apenas para os portadores de epilepsia, mas também para a sociedade paraibana e nordestina. “As pessoas precisam saber que este mal tem cura e que se corretamente diagnóstico pode ser facilmente tratado com uso de medicamentos ou com intervenção cirúrgica”.

A epilepsia pode ser causada por inúmeras causas, principalmente por lesões cerebrais que podem ter origem desde um acidente cerebral até pela falta de oxigênio no momento do parto. Sendo assim, é uma doença que pode acometer individuos de qualquer faixa etária ou social. “Epilepsia não é contagiosa, contagioso é o preconceito”, finalizou João Hércules, presidente da ASPE-PB.

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