Aeroclube exige que prefeitura pague reforma da pista

 Alinne Simões

 
O Presidente do Aeroclube da Paraíba, Rômulo Carvalho, disse hoje ao Parlamentopb que reforma da pista do Aeroclube deve começar na próxima semana, e caso o Ministro da Defesa, Nelson Jobim demore a despachar a ordem de serviço, ele junto aos sócios e empresários devem dar início a reforma.
 
– O relatório levantado pela Aeronáutica e o Grupamento, da quantia que será investida para a reconstrução da pista de pouso, foi enviado na última quarta-feira, 02, para o ministro da Defesa, Nelson Jobim. Mas na quinta-feira, 03, ele participou da solenidade de posse de Luiz Fux, novo ministro do STF e não teve como despachar. Como o país para no carnaval, ele só deve dar uma resposta na quarta ou quinta-feira. Nós vamos esperar até a sexta-feira, 11, se não tivermos resposta, juntaremos os sócios e empresários e começaremos a reforma por conta própria. O que não pode mais é ficarem os aviões aqui sitiados.
 
Em relação aos custos da obra, o presidente disse que ainda não teve acesso ao relatório. E quando perguntado sobre quem pagaria a reforma, ele declarou: “a União e é claro os responsáveis”. Rômulo está solicitando judicialmente que os responsáveis pela destruição da pista respondam pelo ato e pague o prejuízo.
 
– Eu não posso deixar que a população pague por um ato de terrorismo e irresponsabilidade. Quem vai pagar a conta dessa reforma é a União. Mas estamos entrando com um pedido judicial para que o prefeito, Luciano Agra, o procurador do geral município de João Pessoa, Geilson Salomão, e a secretaria de obras, acho que é a SEDURB para que respondam com o patrimônio deles, porque seria injusto a população pagar por um ato de irresponsabilidade. Estamos entrando com ação de improbidade administrativa e vamos denunciar no Ministério Público Federal. 
 
Caso a reforma comece por conta própria, o presidente do Aeroclube disse que vai juntar todos os recibos e anexar ao processo para “os responsáveis pagar”.
 
Desde que a pista de pouso foi destruída no dia 22 de fevereiro, 37 aeronaves estão presas nos hangares e no pátio do aeroclube. “Os proprietários dessas aeronaves vão todos os dias ao Aeroclube ligar elas porque não pode ficar muito tempo parada”, revela Rômulo. Ele disse que inicialmente o objetivo é dar operacionalidade a pista que tem 1.050 m², mas já tem condições de operar com 650 m² de reforma. E que a princípio voltará a operar com pista de barro.
 

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