Ouça: Advogado de ciclista atropelado aponta “rosário de absurdos” e depoimentos forjados

O advogado Diego Lima, advogado do pedreiro Valmir Pedro de Brito, de 43 anos, atropelado numa ciclofaixa no início da manhã de ontem (1º), apontou na manhã desta quinta-feira (2) um verdadeiro “rosário de absurdos” na investigação do acidente conduzida pelo delegado Luiz Gonzaga.

Diego, que testemunhou o acidente, questionou as versões apresentadas por três jovens ontem, durante depoimento à Polícia. Ele questionou também algumas declarações dadas pelo delegado, que disse que os três jovens que presenciaram o acidente vinham na calçada.

“Eu estava ouvindo a fala do delegado, e ouvi uma mentira deslavada. Estou aqui no local e aqui não tem calçada. Como é que esses jovens vinham na calçada? Não existe calçada na avenida Antônio Mariz. Não existe calçada e como é que vinham três jovens na calçada que presenciaram?”, questionou em entrevista a Jovem Pan João Pessoa.

Segundo Diego, o depoimento de uma pessoa que testemunhou em favor do casal foi forjado.

“O delegado, eu presenciei ontem, uma testemunha fraudulenta, que o delegado era pra ter dado voz de prisão no local, na sala dele. Primeiro o rapaz disse que conhecia, lembrava da mulher. Trouxeram a mulher e ele disse não, não foi ela, não. Aí o advogado disse que é porque ela está de óculos e você não está conhecendo ela. Ele disse: ela está de óculos é! ah, é ela. Combinado com o delegado e o advogado. Um absurdo desse e agora dizer que os jovens vinham na calçada. Isso é muito grave, o delegado falar isso, dizer que viu coerência no depoimento. O delegado viu coerência em tudo na versão do atropelador, só não viu coerência na versão
dos moradores daqui que presenciaram, testemunhas oculares. Isso é muito sério”, declarou.

Diego, que mora em Quadramares, onde aconteceu o acidente, disse que conhece o pedreiro atropelado, que é uma pessoa de bem, trabalhador. “Ele trabalha aqui num condomínio. Saiu de casa às 6h da manhã para ir trabalhar e foi atropelado na ciclofaixa, num horário que não tem muito movimento e num feriado muito menos. O motorista estava totalmente embriagado, porque não tinha lógica você atropelar um ciclista que não tinha muito trânsito, na faixa de ciclista. Ele desceu do carro extremamente agressivo, agrediu pessoas e depois montou uma versão pra dizer que foi ela que estava dirigindo, quando, inclusive, a testemunha que esteve lá na minha presença era pra ter sido presa em flagrante, por falso testemunho, porque combinaram uma versão pra ele dizer que não tinha amizade com a mulher”.

O advogado lembrou também o fato do teste do bafômetro ter sido realizado três horas após o acidente e que ele quase foi preso por exigir a realização do teste. “Disseram que eu estava tumultuando, chegaram a me conduzir, mas me colocaram como testemunha do acidente. “Eu ia ir por conta própria”, garantiu.

Segundo Diego, o pedreiro teve politraumatismo craniano, mas não está na UTI do Trauma por falta de vagas. Segundo a família, o pedreiro ainda se encontra na área vermelha do hospital, aguardando o surgimento de uma vaga na UTI.

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