Pastor Estevam

Pastor da Primeira Igreja Batista de João Pessoa. Pscicólogo clínico, escritor, conferencista motivacional. Casado com Dra Aurelineide, e pai de Thayse e André.


A colheita da alma

Um dos principais ensinamentos bíblicos sobre a dinâmica da vida humana afirma: “o que o homem plantar isso também ceifará”. Esta é a lei da semeadura e da colheita. Logo, a existência humana está sujeita a alguns princípios fundamentais. Se pretendermos uma vida melhor, eles terão que ser observados. Se constituem, como leis universais para uma vida vitoriosa. São “pontes” necessárias entre nossos sonhos e nossas conquistas. São caminhos de Deus para o bem estar da alma humana.

Primeiro princípio: Na vida, colhemos aquilo que plantamos. Desejar, para si, uma vida diferente, implica, necessariamente, em mudanças de atitudes. Precisamos atentar para tudo que estamos plantando. Esta lei é de Deus e é inexorável. Quem planta amor, fé, esperança e verdade, com certeza, colherá frutos próprios para uma vida de bênçãos e de vitórias. Contrariamente, aquele que faz da vida um balcão de joio, através do ódio, da incredulidade, da infidelidade, da vingança, da revolta, que colheita esperará?Certamente não vai colher bons frutos, e muitas ervas amargas vão fazer parte do cardápio da sua mesa.

Segundo princípio: colhemos depois que plantamos. A Bíblia nos ensina que há tempo para tudo; tanto para semear quanto para ceifar (ou colher). Pessoas há que pretendem: ou colher antes de semearem, ou o que não semearam. Isso é impossível! O principio é: plantar para depois colher. Ele abrange todas as áreas de nossa vida. A irracional pressa dos nossos dias pretende subtrair esta verdade reflexiva. O imediatismo é próprio dos que precipitam a colheita porque não sabem esperar, e por isso mesmo, colhem os frutos amargos da precipitação.

Terceiro princípio: Colhemos onde plantamos. Nossa vida tem sua geografia específica. São os espaços vitais, onde vivemos as experiências mais significativas. Como por exemplo: a nossa família, a nossa vizinhança, nosso ambiente de trabalho, nossa comunidade de fé, nossa escola. Estes espaços existenciais requerem cuidados especiais pois, neles, nossa vida vai se estruturando. Os grandes traumas têm, via de regra, raízes na família. Muitas inimizades começam onde moramos e/ou nos locais de trabalho. As decepções com a fé, geralmente, estão associadas às nossas próprias frustrações em nossa comunidade religiosa. É preciso, pois, plantar sementes novas exatamente onde vivemos mais intensamente colhemos primeiramente onde plantamos. Este princípio é fundamental para gerar paz e felicidade em nosso dia a dia.

Quarto princípio: Colhemos sempre muito mais do que plantamos. O agricultor que planta uma semente de milho colhe espigas. Quem planta fé, colhe muitas vitórias!. Quem planta amizade, colhe amigos. Quem planta perdão, colhe uma vida de paz. Infelizmente, há vidas derrotadas, solitárias e amarguradas, cheias de conflitos, vazias de afeto, porque plantam muito pouco. Vivem pra si mesmas. Não frutificam.

Quanto mais semearmos o bem, tanto mais este bem voltará para nós em forma de uma colheita feliz e de frutos agradáveis.
Todos desejamos uma vida melhor. No entanto, a força do desejo, por si só, não é suficiente. Nem sempre querer é poder. É preciso agir, também! É necessário determinação; fazer algo novo; mudar de atitudes, pois querer e fazer são faces de uma mesma moeda. A colheita da vida será o resultado das sementes que estamos plantando.

Semear o bem e a paz para colher felicidade deve ser o nosso ideal. Afinal, somos “sementes” de Deus para o mundo.

A colheita da alma

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