O vice-governador da Paraíba, Rômulo Gouveia (PSD) não havia falado abertamente ontem sobre a ação que impetrou para reaver seus assessores e a estrutura de trabalho, ambos suspensos por atos publicados pelo governador Ricardo Coutinho (PSB) no Diário Oficial de sábado, um dia depois do rompimento dele com o bloco governista e o consequente alinhamento com o tucano Cássio Cunha Lima. Mesmo assim, hoje o juiz convocado Miguel de Brito Lyra Filho concedeu uma liminar a Rômulo garantindo que seus assessores e "a estrutura mínima de trabalho" da vice-governadoria sejam mantidos.
"Entendo, pelo menos neste momento, estarem presentes os requisitos necessários à concessão de liminar, daí porque a defiro, determinando a suspensão dos atos institucionais impugnados – atos governamentais nº 2613 e 2614), bem como o restabelecimento dos serviços suprimidos, na forma do pedido inicial", diz a sentença.
Em entrevista concedida ontem por Rômulo Gouveia ao Tambaú Debate, da TV Tambaú, ele havia declarado que não tinha tido tempo para ajuizar nenhuma ação e que o caso seria tratado por sua assessoria jurídica.
As restrições impostas ao vice-governador foram além da exoneração de seus assessores. Os veículos à disposição dele foram recolhidos e o telefone celular teve a linha cortada.