O professor Ernesto Luiz, coordenador do Observatório Social de Cabedelo, afirmou hoje que não há critérios definidos para os investimentos públicos no município. Exemplo disso é o fato de a chefia de Gabinete do prefeito ter executado 125% do valor previsto para a Pasta, ou R$ 2,1 milhões. A verba é superior, por exemplo, ao dinheiro disponível para secretarias fim, como Habitação (R$ 954.560,98 mil) ou Serviços Urbanos (R$ 2.097.757,05).
Outro ponto enfatizado por Ernesto é a ausência de envio, até agora, à Câmara, do Orçamento para o ano de 2014, o que deveria ter ocorrido no mês de agosto.
– O prefeito Luceninha não enviou o Orçamento à Câmara e, estranhamente, a Câmara não reclamou, não se pronunciou sobre o assunto. O que percebemos é uma relação muito próxima entre o executivo e o legislativo municipal – disse Ernesto.
Ele ainda enumerou outra "curiosidade" dos gastos públicos da gestão municipal. A secretaria de Comunicação gastou em 2012, R$ 1,2 milhão, mais do que dispuseram, juntas, as secretarias de Esporte (R$437 mil), Meio Ambiente (R$ 277 mil) e Pesca ( R$ 338 mil).
O professor universitário coordena o Observatório Social de Cabedelo, projeto de extensão desenvolvido pela Universidade Federal da Paraíba, com a parceria do Ministério Público Estadual e Federação das Indústrias do Estado da Paraíba para estimular a cidadania fiscal e o monitoramento das receitas e gastos públicos no município de Cabedelo.