O prefeito de Campina Grande, Romero Rodrigues (PSDB), está tendo dificuldades para contrair empréstimos nas instituições bancárias oficiais para a realização de obras na cidade- mesmo a Prefeitura tendo capacidade de pagamento- por causa da dívida fundada do Município, que se acumulou nos últimos 40 anos e, hoje, é superior a R$ 100 milhões. Segundo ele, a dívida fundada de Campina Grande impede que o Município realize algumas operações financeiras com a Caixa Econômica Federal (CEF), por exemplo.
A solução para o problema, segundo o prefeito Romero Rodrigues, está em um projeto de lei que tramita no Congresso Nacional e que atende interesses do Município de São Paulo e de outras capitais que têm dívidas fundadas bilionárias e também enfrentam problemas semelhantes aos enfrentados por Campina Grande.
São Paulo, por exemplo, também tem capacidade de pagamento, mas a capacidade de endividamento impede novos empréstimos, tendo em vista a dívida fundada consolidada, que, em dezembro de 2012, era de quase R$ 56 bilhões, segundo relatório da Prefeitura. O problema prejudica a gestão municipal e a própria cidade, que não recebe investimentos em áreas essenciais.
Segundo Romero Rodrigues, o projeto que tramita no Congresso não contemplaria Campina Grande e outros municípios do mesmo porte, mas apenas as capitais. Mas há um movimento no sentido de que o projeto também inclua os municípios que não têm status de capital. “Estamos tentando resolver o fator impeditivo. É injusto acabar com o fator que impede as capitais de contraírem novos empréstimos e deixar cidades como Campina Grande fora”, declarou o prefeito Romero Rodrigues.
Terreno
Romero Rodrigues disse que adquiriu 750 hectares de terra nas proximidades das BRs 104 e 230, na saída para Pernambuco e para o Sertão da Paraíba. O terreno será destinado à construção de casas populares e do Distrito Industrial e Comercial de Campina Grande. Dos 750 hectares, 150 serão destinado às moradias.
Romero Rodrigues disse que já encaminhou ao Governo federal projetos que pleiteiam mais de R$ 650 milhões para investimentos em pavimentação (R$ 72 milhões), habitação (R$ 400 milhões), saúde (R$ 20 milhões), mobilidade (R$ 135 milhões), educação e esporte (R$ 20 milhões).
Correio da Paraíba