Qualidade da água consumida em João Pessoa é avaliada pela PMJP

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A Prefeitura Municipal de João Pessoa (PMJP), por meio da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), monitora a qualidade da água consumida pela população do município com exames que são realizados diariamente, desde o início deste ano. A ação é realizada pela Gerência de Vigilância Ambiental e Zoonoses e acontece em todos os bairros da Capital. Mensalmente, são realizados exames em cerca de 50 amostras coletadas.
 
De acordo com Nilton Guedes, gerente de Vigilância Ambiental da SMS, as amostras são coletadas, prioritariamente, em bairros com falta constante de água, bem como nas comunidades abastecidas por soluções alternativas, como poços e cisternas improvisadas. Depois, a equipe vai aos locais atendidos pelo sistema de abastecimento regular. “A água que a população consome deve atender aos parâmetros microbiológicos, físicos, químicos e radioativos previstos pelo Ministério da Saúde, de maneira que não ofereça riscos à saúde”, disse.
 
O resultado das coletas aponta os locais onde a qualidade do líquido é satisfatória ou não, para que sejam tomadas as medidas necessárias. “Avaliamos o local que apresenta problemas e desencadeamos um processo de investigação para descobrir onde está o problema. Verificamos desde a primeira torneira em que chega água na residência até reservatórios onde não tenha sido feita a limpeza adequada”, enfatizou.
 
A coleta é feita com uso de luvas e máscara. Antes, o agente limpa a torneira com álcool a 70% e deixa a água escorrer por alguns segundos, até recolhê-la em uma bolsa de plástico aberta somente na hora da coleta. Depois, a amostra é acondicionada em caixa isotérmica, com gelo reciclável e de forma adequada, para que não ocorram perdas durante o transporte.
 
Hipoclorito – Uma das medidas de controle da água adotadas pela SMS é a aplicação de hipoclorito em águas sem tratamento. “Nos locais em que ainda não há uma distribuição constante de água potável, as pessoas são obrigadas a armazená-la. Adicionamos hipoclorito à água obtida dos poços e cacimbas para torná-la potável”, explicou.
 
Paralelamente à avaliação da água, os agentes de saúde estão realizando um mapeamento dos pontos com dificuldade de acesso à água potável, para distribuir o hipoclorito de forma mais eficaz e organizada. “Além de mapear esses locais, registraremos as famílias que vivem ali, para que recebam hipoclorito de sódio”, disse.

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