Convênio firmado entre o Tribunal de Justiça da Paraíba e a faculdade Iesp permitirá a criação do Centro de Conciliação e Mediação das Varas Cíveis da Capital. O órgão que deve entrar em funcionamento nos próximos 30 dias.
O acordo dá cumprimento às recomendações do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e do Ministério da Educação e amplia a parceria já existente entre as duas instituições.
A presidente do TJPB, desembargadora Fátima Bezerra Cavalcanti, destacou que “esta Justiça alternativa é o trabalho do futuro. Precisamos incentivar a conciliação, mostrando que esta prática, realizada por pessoas capacitadas, evita a judicialização dos conflitos e faz com que as partes saiam, interiormente, mais satisfeitas”.
A diretora do Núcleo de Conciliação, desembargadora Maria das Graças Morais Guedes ressaltou a humanização no exercício deste trabalho, desde o recebimento das partes, criando o ambiente propício à conciliação. “Além disso, é uma aposta que o Tribunal já faz nas gerações futuras, sedimentando nos alunos esta filosofia de uma cultura de paz”, acrescentou.
O diretor-adjunto do Núcleo, juiz Bruno Azevedo, contou que o Iesp e o Tribunal já realizam um trabalho juntos, através dos centros de conciliação do Fórum Cível de João Pessoa e de Cabedelo.
Cerca de 70 alunos do Iesp já atuam através de revezamento em conciliações extrajudiciais, conforme explicou o coordenador do curso de Direito da Instituição, professor José Carlos. “Agora, mais 40 dicentes em média vão lidar com a conciliação judicial, nos processos já existentes”, salientou. Ele disse, também, que o convênio contribui para desafogar o Judiciário e dotar os alunos de uma prática fundamental.
Para o diretor-geral da Faculdade, professor José Ednaldo de Lima, os benefícios já começam pela possibilidade de os alunos estarem nas dependências do Judiciário, adquirindo novos conhecimentos. “Eles têm a possibilidade de participar ativamente de uma prática importante, convivendo com causas de natureza diversa que circulam nos centros. Isso agrega qualidade aos futuros operadores do Direito”, disse o diretor.
Correio da Paraíba