O prefeito de João Pessoa, Luciano Agra, afirmou que o desejo de manter o projeto político do PSB foi o principal motivo pelo qual quis retomar a candidatura, por considerá-la mais competitiva do que a da colega Estelizabel Bezerra. Esse foi o início de seu discurso durante a convenção partidária. O gestor usou um texto pré-escrito para justificar seu desejo de continuar na disputa, mas em vários momentos decidiu improvisar para rebater as críticas feitas pelo presidente municipal do PSB, Ronaldo Barbosa e pelo governador Ricardo Coutinho:
– Não aceito condenações e reprimendas por parte da minha contribuição positiva a esse processo. Tem muita gente que nem era nascida quando nós começamos a trabalhar. Sempre estive nesse projeto do PSB e nunca vacilei ou fraquejei ao acompanhar esse trabalho feito por tantos companheiros. Não fui um vice-prefeito passivo, como vinha ocorrendo antes. Estou filiado ao PSB desde o início da nossa caminhada. Não caí de páraquedas e nem entrei no partido apenas para me candidatar a prefeito. Foi a voz das ruas que me trouxe a algumas posições que hoje estão sendo inaceitavelmente usadas contra mim. Eu fiz o primeiro gesto de desprendimento e fiquei só, sem a solidariedade. Eu tinha conclamado o partido a escolher uma alternativa e assim foi feito, apesar dos esforços valorosos da pré-candidata, que infelizmente não alcançou patamares aceitáveis. O destino do PSB está nas nossas mãos. Eu sou um instrumento à disposição do partido. Não esperem de mim traição. Não aceito, repilo diante de 30 anos que se faça o que estão fazendo comigo, me apontando como perseguidor. Os servidores que foram afastados do governo saíram por atos administrativos. Que prefeito não zela pela administração pública? Enquanto isso, as informações que me chegam é de que só em uma unidade do Governo houve 10 vezes mais demissões por motivos políticos e por crimes de opinião. Sei das dificuldades do governador, mas não tenho que concordar com tudo. Tentaram criminalizar nossa política salarial com o servidor público, mas tenho compromisso com eles. É preciso qualifica-los, melhorar o ambiente e dar política salarial de segurança e dignidade ao servidor.