Principais líderes de caminhoneiros dizem que não vão aderir a greve convocada para esta quinta

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Os principais representantes dos caminhoneiros dizem que não vão aderir a uma greve da categoria convocada para esta quinta-feira (4), afirmando que o movimento é ideológico e pode prejudicar os motoristas.

A paralisação foi anunciada por Chicão Caminhoneiro, um representante da categoria, e o desembargador aposentado Sebastião Coelho, conhecido por apoiar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e por ser crítico do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes.

“A gente tomou a decisão de iniciar esse processo chamando os irmãos caminhoneiros para estarem conosco trabalhando e buscando nossos objetivos, fazendo com que as leis que existem e que infelizmente não são aplicadas para a nossa categoria comecem a ser respeitadas”, disse Chicão em vídeo junto a Coelho publicado nas redes sociais do ex-desembargador.

Segundo a CNTTL (Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transporte e Logística), conteúdo sobre a paralisação tem circulado em grupos de Whatsapp e nas redes sociais.

Em nota, a CNTTL disse que “não compactua com movimentos de manipulação política que utilizem uma das categorias de transporte mais importantes do país para tais finalidades”.

Wallace Landim, conhecido como Chorão, outro líder da categoria, diz que a greve convocada por Chicão e Coelho é, na verdade, um movimento político de apoio ao ex-presidente Bolsonaro.

“O intuito [dos organizadores da greve] é levantar o movimento usando essa pauta do transporte para que os caminhoneiros parem”, disse Chorão.

Ele afirma que, mesmo que a adesão ao movimento seja pequena, caminhoneiros podem bloquear pontos importantes de rodovias do país e impedir o fluxo de veículos.

No vídeo publicado em redes sociais, Chicão disse que os caminhoneiros que participarem da greve não impedirão “o direito de ir e vir das pessoas”.

José Roberto Stringasci, da ANTB (Associação Nacional de Transporte no Brasil), também diz que não participará do movimento. “O momento agora não é de paralisação da categoria.”

 

 

Folha Online

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