Na manhã desta segunda-feira (17), a Polícia Federal deflagrou a 34ª fase da Operação Discovery, com o objetivo de reprimir crimes de armazenamento de imagens e vídeos com conteúdo de abuso sexual infantojuvenil.
Foi cumprido um mandado de busca e apreensão na cidade de Santa Rita, na Paraíba, expedido pelo juízo da 4ª Vara Federal da Paraíba. Também foi determinada a quebra do sigilo telemático do investigado.
Durante o inquérito policial, foi apurado que o investigado seria responsável pela aquisição, armazenamento e compartilhamento de material com conteúdo de abuso sexual infantojuvenil.
Embora o Estatuto da Criança e do Adolescente ainda utilize o termo “pornografia” para definir situações envolvendo atividades sexuais explícitas, reais ou simuladas, com crianças e adolescentes, órgãos internacionais reforçam que as expressões “abuso sexual” ou “violência sexual” são mais adequadas. A mudança de nomenclatura busca refletir com mais precisão a gravidade da violência sofrida pelas vítimas.
A Polícia Federal também reforça o alerta a pais e responsáveis sobre a importância de orientar e acompanhar crianças e adolescentes no ambiente digital e fora dele. Conversar sobre riscos, explicar o uso seguro de redes sociais, jogos e aplicativos e monitorar a rotina online são passos essenciais para prevenção. Atenção a sinais como isolamento repentino ou sigilo excessivo no uso de celulares e computadores pode ajudar a identificar situações de vulnerabilidade. Ensinar jovens a reagir e buscar ajuda diante de contatos inadequados é igualmente fundamental. Segundo a PF, a prevenção e a informação são ferramentas decisivas para proteger crianças e adolescentes e evitar que novas vítimas sejam alcançadas.