Associação de indústrias do Nordeste repudia retirada de aumento de tributos a bets

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Referendando o posicionamento divulgado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), a Associação Nordeste Forte, que representa na instituição as federações industriais dos nove estados da região, tornou público hoje seu repúdio à retirada do aumento da tributação sobre apostas esportivas (bets) do texto da Medida Provisória 1303/2025, que apresenta alternativas ao aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF).

“Para surpresa do setor produtivo brasileiro, a última versão da medida provisória não conta com o trecho que previa ampliar de 12% para 18% a alíquota sobre a receita bruta das apostas, ou seja, o valor total menos o valor distribuído em prêmios a apostadores. Por outro lado, a versão atualizada da MP manteve o aumento de imposto de renda retido na fonte (IRRF) de 15% para 20% em juros sobre capital próprio (JCP), pago por empresas aos acionistas”, diz a nota distribuída pela associação.

A entidade prossegue: “Essa decisão, além de causar surpresa e revolta, representa um desrespeito não só à indústria brasileira, como também a todo o setor produtivo, que é atingido por incrementos constantes da carga tributária, comprometendo significativamente a sua competitividade nos mercados nacional e internacional. E essa conta, que impacta direta e negativamente o custo dos produtos, quem paga é o consumidor”.

O texto acrescenta que também é oportuno renovar a preocupação com os impactos que as ‘bets’ tem provocado no orçamento das famílias nordestinas. “Conforme pesquisa realizada pelo Ipespe, a nossa região é uma das mais afetadas pelas apostas esportivas online, com 51% dos nordestinos considerando que elas impactaram negativamente suas finanças pessoais ou familiares.”

A associação ainda pontua ser fundamental um olhar mais criterioso, e menos leniente, com essa questão das apostas esportivas online. “Precisamos considerar não apenas os seus impactos psicossociais, como também a necessidade de uma política tributária mais justa, que utilize como critério prioritário a relevância social de cada setor ou atividade econômica”.

O presidente da Associação Nordeste Forte, Cassiano Pereiram conclui: “Ao cumprir agenda em Brasília, estive nos gabinetes do senador Efraim Filho e do deputado Romero Rodrigues, reforçando junto à bancada paraibana esse posicionamento, que também já foi realizado pelo presidente da CNI, Ricardo Alban, aos presidentes da Câmara, Hugo Motta, e do Senado, Davi Alcolumbre. Esse é um tema sensível e urgente, que merece a atenção e o empenho de todos nós, para que o Congresso Nacional reconsidere o conteúdo da Medida Provisória, minimizando os impactos ao setor produtivo e a sociedade brasileira como um todo”.

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