A Secretaria de Estado da Saúde da Paraíba (SES-PB) divulgou, nessa quarta-feira (1º), um alerta epidemiológico para profissionais da rede de saúde diante do registro de casos de intoxicação exógena por metanol em outros estados do país. A medida atende à orientação do Ministério da Saúde, que determinou a notificação imediata e compulsória desses casos em todo o território nacional.
O metanol é uma substância altamente tóxica e sua ingestão pode causar náuseas, vômitos, dor abdominal, distúrbios visuais (como cegueira irreversível), convulsões, coma e até a morte. A maioria dos episódios ocorre após o consumo de bebidas alcoólicas adulteradas ou de origem clandestina.
Situação no Brasil
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Pernambuco: três casos suspeitos foram registrados em Lajedo e João Alfredo. Dois pacientes morreram e um sobreviveu com sequelas graves, incluindo perda total da visão.
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São Paulo: até agora, seis casos foram confirmados e dez estão em investigação. Três pessoas morreram após consumir bebidas adulteradas. O Ministério da Saúde classificou o evento como de alta gravidade e caráter inusitado, exigindo reforço imediato da vigilância toxicológica.
Orientações para profissionais de saúde
A SES-PB orienta médicos, enfermeiros e demais profissionais a manterem vigilância ativa em casos de pacientes com sintomas compatíveis, especialmente quando houver relato de ingestão de bebidas de procedência duvidosa.
Entre os sintomas que caracterizam suspeita de intoxicação por metanol estão:
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Náuseas, vômitos e dor abdominal;
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Alterações visuais, como visão turva ou cegueira súbita;
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Sinais neurológicos, como dor de cabeça intensa, tontura, convulsões ou coma;
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Acidose metabólica sem causa aparente.
A recomendação é que todos os casos suspeitos sejam notificados imediatamente ao Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN), conforme protocolo do Ministério da Saúde, além da adoção de tratamento precoce, quando disponível, incluindo o uso de antídotos.
Prevenção e orientação à população
A Secretaria reforça que a população deve evitar o consumo de bebidas alcoólicas sem procedência confiável, principal fonte de intoxicação registrada no país.
O órgão seguirá monitorando a situação e emitindo novas atualizações. “É fundamental que profissionais de saúde, gestores e a sociedade estejam atentos e engajados para garantir a detecção precoce e evitar novos casos”, destacou a SES-PB em comunicado.