FIEPB: diálogo e negociação precisam prevalecer na busca por consenso com o governo dos EUA

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Reiterando o que tem defendido a Confederação Nacional da Indústria (CNI), o presidente da Federação das Indústrias do Estado da Paraíba (FIEPB) e da Associação Nordeste Forte, Cassiano Pereira, ressaltou que o diálogo e o bom senso devem prevalecer em um processo de negociação com o governo dos Estados Unidos da América (EUA), diante da imposição de uma tarifa de importação de 50% para os produtos brasileiros. As novas tarifas, oficializadas por decreto, têm previsão para entrar em vigor no dia 6 de agosto e podem gerar grandes prejuízos para o setor industrial brasileiro.

De acordo com levantamento realizado pela CNI, com base em dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), em 2024 os EUA foram o segundo principal destino das exportações da Paraíba. Ainda segundo o levantamento, as remessas aos Estados Unidos representaram 21,6% das exportações do estado, com um valor estimado em US$ 35,6 milhões, fazendo com que a Paraíba tivesse, no ano passado, a terceira maior concentração do Brasil de exportações aos EUA.

Nesse contexto, a indústria de transformação paraibana teve um papel dominante, respondendo por 96,9% das exportações para o mercado norte-americano. Conforme os dados da CNI, os principais setores exportadores foram o de alimentos, com destaque absoluto (US$ 30,5 milhões, correspondendo a 85,5%), e o de couro e calçados (US$ 3,6 milhões, equivalente a 10,2%). A partir desses números, a estimativa é de que o impacto negativo para o estado pode ultrapassar R$ 101 milhões.

Considerando esse cenário, que deve gerar impactos negativos consideráveis na competitividade do setor industrial em todo o Nordeste, o presidente Cassiano Pereira pontuou que o momento exige, além de cautela, a convergência de esforços, em prol de um diálogo institucional que possa encontrar a solução mais viável para a manutenção da boa relação comercial que existe entre os dois países.

“Na mesma direção do que tem defendido a Confederação Nacional da Indústria, a FIEPB e a Associação Nordeste Forte seguem acreditando que o diálogo e a negociação são, neste momento, as melhores alternativas para demonstrar ao Governo Americano que essa sobretaxa vai gerar uma relação de perde-perde para os dois países. Enquanto representantes da indústria do nosso estado e da nossa região, seguiremos atentos ao desenrolar dos fatos, para apoiar e defender o industrial neste cenário de imprevisibilidade”, explicou Cassiano Pereira.

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