Padre Egídio contraiu empréstimos de R$ 13 milhões e destino de dinheiro é incerto

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O ex-diretor do Hospital Padre Zé, Padre Egídio Carvalho Neto, contraiu dois empréstimos junto à Caixa Econômica Federal e ao Banco Santander que chegam a R$ 13 milhões. O dinheiro seria para uso na instituição, mas segundo o novo diretor, Padre George Batista, o destino da quantia é desconhecido e está sendo investigado pela força-tarefa composta para investigar denúncias de corrupção no hospital e na Ação Social Arquidiocesana (ASA). A informação foi dada pelo Padre George durante uma entrevista coletiva concedida na manhã de hoje por ocasião de uma visita do Arcebispo da Paraíba, Dom Manoel Delson ao Padre Zé.

“O hospital para se manter precisa de uma receita de R$ 1,2 ou R$ 1,3 milhão. Ele recebe em média R$ 900 ou R$ 1 milhão por mês. Mas existem empréstimos que somados chegam a R$ 13 milhões. Para onde foi esse dinheiro? a força tarefa está investigando. E por causa desse empréstimo, todo mês, da verba do SUS são retirados cerca de R$ 200 mil. O hospital, além disso, tem dívidas reconhecidas de R$ 3 milhões. Nossa luta é estancar a sangria e exorcizar as pessoas que foram coniventes com esse crime”, disse o Padre George.

Já o Arcebispo garantiu que não tinha ingerência direta no hospital e que apenas indicou um padre para a direção do Padre Zé: “É muito importante que a sociedade saiba que a diocese não tem uma ingerência direta no hospital. Pelo estatuto, ela só indica o padre para presidir a instituição. Não tinha como saber do que entrava e do que saía porque era o presidente que assinava tudo. Não tinha como a gente desconfiar porque a gente via as coisas acontecendo. Isso nos pegou de surpresa”, resumiu o arcebispo.

Padre Egídio renunciou à direção do Padre Zé no dia 18 de setembro em meio a um escândalo sobre o furto de celulares e smart watches, crime pelo qual um ex-funcionário, Samuel Segundo, chegou a ser preso e atualmente cumpre medidas cautelares. Desde essa data, o religioso não se pronunciou sobre as acusações e está em Recife. Na última sexta-feira, ele se apresentou ao Ministério Público em João Pessoa, mas não prestou depoimento porque não havia agendamento para a oitiva que ficou de acontecer em outra data. De acordo com a defesa do padre, ele entregou o telefone celular aos promotores.

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