J-Hope, do BTS, inicia serviço militar obrigatório na Coreia do Sul

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J-Hope, membro da banda k-pop BTS, iniciou o seu serviço militar obrigatório na Coreia do Sul, nesta terça-feira (18), depois de comparecer à sua cerimónia de alistamento militar na cidade de Wonju, a cerca de 87 quilómetros de Seul, informou a agência noticiosa Yonhap.

O cantor se manteve discreto quando uma van que o levava entrou no local para sua cerimônia de alistamento militar.

“Voltarei mais tarde”, escreveu o cantor, cujo verdadeiro nome é Jung Ho-seok, na segunda-feira, numa publicação na plataforma Weverse, ao lado de uma fotografia da sua cabeça rapada. Mais de dez mil comentários de fãs desejaram o seu regresso em segurança após completar as suas tarefas militares.

O porta-voz da Hybe, proprietária da agência da agência Big Hit Music que representa o músico, recusou-se a confirmar os detalhes do seu alistamento.

J-Hope, de 29 anos, é o segundo membro do popular a alistar-se depois de Jin, o mais velho, que se alistou nas Forças Armadas em Dezembro de 2022.

A lei atual, que entrou em efeito em 2020, passou a prever que os artistas que tivessem recebido uma medalha do Governo sul-coreano pudessem adiar o seu serviço militar até aos 30 anos. Foi o que aconteceu com os sete membros dos BTS —​ RM, Jin, Suga, J-Hope, Jimin, V e Jungkook —​, reconhecidos com a Ordem do Mérito Cultural em 2018. Outras exceções incluem atletas com medalhas olímpicas, por exemplo. Para todos os restantes homens fisicamente aptos, o serviço militar obrigatório deve ser cumprido entre os 18 e os 28 anos.

No ano passado, com o aproximar da data dos 30 anos de Jin, o debate sobre o serviço militar obrigatório na Coreia do Sul voltou à ordem do dia, com alguns legisladores a defenderem uma revisão que permitisse às estrelas de k-pop cumprirem apenas três semanas de treino militar. Mas a banda anunciou uma pausa, prevista até 2025, para que todos os seus membros possam cumprir o estipulado por lei.

Os BTS formaram-se em 2010, mas só se estrearam em 2013, com o single No more dream. Desde então, as estrelas sul-coreanas tornaram-se uma sensação mundial com os seus êxitos e o seu envolvimento em causas sociais.

Em 2018, foram o primeiro grupo asiático a chegar ao primeiro lugar do top nos Estados Unidos.

Em 2018, estimava-se que o grupo contribuísse anualmente com cerca de 3,5 mil milhões de euros para a economia sul-coreana, além de terem sido a razão para que o país fosse escolhido por mais de 800 mil turistas estrangeiros para uma visita.

 

Com Reuters e Público

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