Bancários analisam nesta quarta proposta de reajuste de 7,5%

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A greve nacional dos bancários chegou hoje ao 14º dia e arrancou a retomada das negociações e uma nova proposta da federação dos bancos (Fenaban), que prevê aumento real de salário, PLR maior e valorização do piso. A proposta também tem cláusula de combate ao assédio moral e avanços na segurança.

O reajuste proposto para salários é de 7,5% (que representa aumento real de 3,08%) até R$ 5.250 (desconsiderando-se o ATS). Acima desse valor de R$ 5.250, os salários seriam reajustados por uma parcela fixa de R$ 393,75 ou pelos 4,29% da inflação, o que for mais vantajoso para o bancário. Nas demais verbas salariais, como vales e auxílios, a elevação seria de 7,5%.

Piso – No piso da Convenção Coletiva, o reajuste seria de 16,33% (aumento real de 11,54%) elevando o valor de R$ 1.074 para R$ 1.250.

PLR – O valor adicional à PLR passaria de R$ 2.100 para R$ 2.400, o que significa aumento de 14,28%. A regra básica seria paga como no ano passado: 90% do salário mais R$ 1.100,80 (valor já reajustado pelos 7,5%). Caso a distribuição do lucro líquido não atinja 5% com o pagamento da regra básica, esses valores serão aumentados até chegar a 2,2 salários com teto de R$ 15.798.

Mobilização – A proposta apresentada pela federação dos bancos no sábado, e que foi considerada insuficiente pelo Comando Nacional dos Bancários, previa reajuste salarial de 6,5% para salários até R$ 4.100 (aumento real de 2,12%). Acima desse valor a proposta previa reajuste fixo de R$ 266,50. Para o piso o reajuste proposto no sábado era de 9,82%.

“São 13 dias de uma das mais fortes greves já realizadas pelos trabalhadores de bancos públicos e privados em todo o Brasil”, destaca a presidenta do Sindicato, dos Bancários de São Paulo Juvandia Moreira. “Conseguimos arrancar dos bancos uma proposta que finalmente prevê o maior aumento real de salários e da PLR já conseguido pelos bancários, além de uma grande valorização dos pisos”, explica Juvandia, ressaltando que o Sindicato nunca negociou com os bancos reajustes diferenciados entre os trabalhadores. “Mas o aumento do piso é importante porque impacta diretamente nos salários dos caixas e dos primeiros comissionados, e impulsiona os níveis acima.”

Assédio moral – Juvandia destaca, ainda, que essa proposta contempla a inclusão de uma cláusula em Convenção Coletiva para o combate de um grande problema dos trabalhadores que é o assédio moral: condenação por parte da empresa a qualquer ato de assédio e implementação de um canal de denúncias, com prazo para apuração e retorno ao Sindicato.

Segurança – Nas questões de segurança será obrigatório o registro de boletim de ocorrência, divulgação de estatística semestral do setor e atendimento psicológico no pós-assalto. “Agora os trabalhadores vão se reunir em assembleias para definir se aceitam a proposta”, diz Juvandia.

Específicas – Após a negociação com a Fenaban, que ainda não foram concluídas, serão retomadas as negociações de Banco do Brasil e Caixa Federal. “Vamos agora debater as questões específicas do BB e da Caixa para tentar arrancar avanços para os trabalhadores desses bancos e compor uma boa proposta para todos”, completa a presidenta do Sindicato.

Para Marcos Henriques, presidente do Sindicato dos Bancários da Paraíba e membro do Comando Nacional, a proposta ainda não é o ideal, nem contempla todos os segmentos da categoria, uma vez que os representantes dos bancos públicos ainda estão em negocianção com os bancários. "Vamos aguardar o desfecho das negociações,  analisar  os efeitos de cada índice proposto e submeter o resultado à categoria profissional, a quem compete avaliar e deliberar sobre  as propostas que, caso sejam aceitas, podem  determinar o fim da greve", concluiu.

A assembleia será nesta quarta-feira, 13 de outubro, às 19h, no Sindicato – Av. Beira Rio, 3.100, Tambauzinho. 

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