Em debate no Sintep-PB, Adjany defende educação pública “emancipatória”

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Adjany Simplicia (PSOL), candidata ao governo do estado, esteve na tarde desta sexta-feira, 26, no Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras em Educação do Estado da Paraíba (SINTEP- PB) para apresentar suas propostas de governo à entidade representativa de classe e ao povo da Paraíba. Além dela, quase todos demais candidatos ao governo da Paraíba (Antônio Nascimento, Adriano Trajano, João Azevedo, Major Fábio, Pedro Cunha Lima e Veneziano Vital do Rêgo) também participaram. Nilvan Ferreira, do PL, não compareceu.

O diálogo com a população e a participação ativa da classe trabalhadora no cerne da visão de governo do PSOL foram temas centrais expostos pela professora Adjany, que entende na pele esse lugar de luta, de trabalho e de defesa dos direitos sociais. Em sua fala inicial, Adjany reforça a problemática da privatização da educação, reafirmando sua postura política na defesa da educação pública como dever do estado e direito da população. “É importante saber de onde vem a luta e porque ela vem!”, afirma. E acrescentou, “o projeto da educação privada não é um projeto emancipatório. E esse projeto emancipatório a gente encontra na escola pública”.

Para que esse projeto de defesa da cidadania seja executado, a candidata compreende ser fundamental assumir o compromisso com a reestruturação e ampliação do espaço democrático dentro da escola por meio do olhar presente da população na fiscalização da operacionalização das políticas públicas.

Adjany lembrou a trajetória que construiu o seu lugar de trabalhadora, professora, mulher e enfatizou a importância de políticas justas de remuneração da classe trabalhadora como pauta fundamental do seu projeto. “Não tem como dizer que você se compromete com a educação se você não pensa que é fundamental investir na valorização dos profissionais que atuam na educação. É necessário rever o PCCR, é necessário isonomia salarial entre os ativos e inativos”, entre outras demandas apresentadas pelo sindicato.

“O lugar de poder é aqui, nessa esfera, construindo política, falando e dialogando com a nossa base”, disse a candidata. Saindo em defesa da alternância de poder, Adjany defendeu a eleição de Luiz Inácio Lula da Silva “para retomarmos o caminho da democracia”. Mesmo assim, ela destacou que essa eleição caso ocorra não “faria milagre” e que seria fundamental ter nos estados, nos municípios e nas casas legislativas representantes compromissados com um projeto de sociedade com ampliação da democracia por meio da participação popular. “É possível construir uma sociedade melhor quando a gente contribui com a formação política desses nossos estudantes”, declarou Adjany.

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