Frei Anastácio denuncia exploração de reserva florestal de acampamento em Caaporã

Facebook
Twitter
WhatsApp
Telegram

O deputado federal Frei Anastácio (PT) denunciou que no  domingo (20) passado, trabalhadores rurais flagraram e impediram oito pessoas de devastar ilegalmente uma área de proteção ambiental, no acampamento Antônio Pinto, localizado no Engenho Retirada, no município de Caaporã. O fato foi denunciado às autoridades ambientais e policiais.

“De acordo com informações que recebemos, os camponeses do acampamento flagraram oito pessoas em ação destruindo a reserva, utilizando três motor-serras para derrubar árvores centenárias que fazem parte da Mata Atlântica, que já se encontra quase desaparecida”, disse o deputado.

Frei Anastácio relatou que os criminosos não portavam documentação de licença e autorização para tal atividade. Alegaram  que estavam prestando serviços para terceiros e se recusaram a informar o nome do responsável. No local, se encontrava um caminhão para realizar o transporte das toras de madeiras extraídas e um trator carregadeira para carregar o caminhão.

Denúncia

“Os agricultores denunciaram o crime às polícias militar e ambiental. Segundo relatos, esse tipo de crime vem acontecendo na região com frequência.

Os agricultores recolheram o material apreendido para apresentar aos órgãos competentes e vão permanecer em vigilância para que esse crime não volte a ocorrer no imóvel onde trabalham”, explicou.

Ocupação

O acampamento Antônio Pinto é localizado no Engenho Retirada e tem uma média 700 hectares. Atualmente é ocupado por cerca de 60 famílias desde 2012, quando a usina Cruangi declarou falência e deixou seus trabalhadores sem trabalho e sem indenização. Sem ter outra alternativa, os trabalhadores ocuparam o imóvel e substituíram o plantio de cana-de-açúcar por feijão, macaxeira, inhame, batata doce, frutas e hortaliças e abastecem as feiras de Goiana, Caaporã, Alhandra e as feiras agroecológicas em João Pessoa.

Para Tiago Pinto, membro da Comissão Pastoral da Terra, esse ato é um absurdo. “Estamos vendo um ato desse tipo, no momento em que a questão ambiental está sendo debatida em todas as esferas da sociedade, em todo mundo. Até lideranças de grande expressão como o Papa Francisco estão promovendo movimentos em defesa do meio ambiente e do planeta como “Casa comum”. E aqui na Paraíba assistimos a irracionalidade agindo de acordo com as orientações do governo Bolsonaro que não tem compromisso com a vida e com a natureza”, disse.

Tags

Leia tudo sobre o tema e siga

MAIS LIDAS

Concursadas se acorrentam à prefeitura de Bayeux em protesto pela não convocação

Polícia localiza veículo usado em assaltos, prende foragida da Justiça e realiza flagrante em Campina Grande

Fernando Cunha Lima é condenado a 32 anos por estupro de vulnerável

Anteriores

brasilvisse

Copa do Mundo impulsiona expectativas de faturamento entre empreendedores paraibanos

brazmorrone

Delegado preso por associação ao tráfico pede prisão domiciliar humanitária

@FOTO_EDNALDO_ARAUJO_(83)98726_6840

TJPB aprova anteprojeto do novo PCCR dos servidores do Judiciário

elencopbb

Elenco de Cangaço Novo retorna à Roliúde Nordestina para Festa do Bode Rei

alpbprint

Comissão de Orçamento da ALPB aprova parecer preliminar da LDO 2027

tre-pb

TRE-PB reúne forças de segurança para planejamento integrado das eleições

lucasseds

Lucas Ribeiro apresenta resultados da Segurança e inicia Operação S. João após queda de 55% da violência letal em Campina

leopsb

Leo Bezerra questiona João sobre postura do PSB, que lhe faz oposição

TRESDONORDESTE

Programação do Arraiá Mangabeira segue nesta quinta com show gratuito de “Os 3 do Nordeste”

csm_policia_civil_paraiba_joao_pessoa_23_f2d6c68b06

Polícia Civil prende investigados por estupro de vulnerável praticado no Mercado Central de João Pessoa