O pedido feito pelo Governo do Estado para contrair um empréstimo de R$ 287 milhões junto ao BNDES foi aprovado hoje sem as 10 emendas apresentadas na Assembleia Legislativa pela oposição. Quando o projeto foi colocado em votação, os oposicionistas foram pegos de surpresa. O presidente da Assembleia, Ricardo Marcelo (PSDB) orientou aqueles favoráveis ao empréstimo a permanecerem como estavam e os divergentes deveriam se levantar de seus assentos, mas não houve qualquer manifestação. Depois que viram o projeto aprovado, os deputados Lindolfo Pires, Antônio Mineral e Zenóbio Toscano protestaram e quiseram fazer declarações de voto, mas não tiveram êxito.
Antes da votação, a oposição insistiu em apresentar as emendas e queria discuti-las, mas nem em seu próprio bloco havia consenso. O deputado José Aldemir (DEM), por exemplo, se desentendeu com o colega Dinaldo Wanderley (PSDB) ao dizer que não adiantava colocar as emendas em discussão "porque elas seriam rejeitadas de todo jeito" e chegou a dizer que a insistência era "besteira". Irritado, Dinaldo teria insinuado que Aldemir teria sido cooptado pelo Governo do Estado. O deputado não gostou e respondeu rispidamente ao parlamentar de Patos.
Alguns colegas acharam por bem intervir para que a discussão não evoluisse. Mais tarde, com os ânimos mais serenos, Aldemir e Dinaldo teriam feito as pazes e se cumprimentado.
A maioria das emendas da oposição, rejeitadas hoje, versavam sobre os recursos alocados para a Barragem de Camará. Lindolfo Pires queria remanejar a verba para a construir o acesso a Rio Tinto, a rodovia da Produção, e aparelhamento do Hospital de Sousa. O deputado Branco Mendes sugeria que o dinheiro fosse usado para melhorar as estradas da região de Alhandra.