Covid já matou cerca de 30 prefeitos no Brasil, apontam dados da Famup

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Desde o início da pandemia vários prefeitos foram infectados com a Covid-19 e 30 morreram em decorrência dela no Brasil. Para a Federação das Associações de Municípios da Paraíba (Famup), é importante reconhecer que a atuação do gestor deve ser classificada como essencial, mas de grande risco.

“É muito claro que o prefeito está na linha de frente no combate ao coronavírus. Todos os dias, os mais de cinco mil gestores de todo o Brasil cumprem a sua missão em garantir as condições mínimas de vida para a população. Na pandemia, o trabalho do gestor triplicou na luta contra uma doença que tem tirado a vida de muitas pessoas no mundo, inclusive os próprios gestores que arriscam suas vidas pelo bem estar do seu povo”, destacou o presidente da Famup, George Coelho.

Para o presidente da Famup, os prefeitos, mesmo sabendo dos riscos, continuam atendendo a população, lutando diariamente para superar a pandemia. “Muitos estão adoecendo, sendo internados e até não voltando mais para suas casas como é o caso mais recente da ex-prefeita Chaguinha, de Coremas”, lembrou.

Francisca das Chagas Andrade de Oliveira (PDT), de 62 anos, mais conhecida como Chaguinha de Edilson, morreu no último dia 23. Ela sofreu uma parada cardíaca na UTI do Hospital da Unimed, em João Pessoa, onde estava internada desde o dia 9 deste mês por causa do novo coronavírus.

A Famup defende união de todos e o reconhecimento do trabalho dos prefeitos que estão todos os dias trabalhando para vencer a pandemia e garantir a proteção e a vida da população. “Todo gestor sabe dos riscos que correm ao deixar suas casas para trabalhar pela população, mas garantir a vida do seu povo se sobrepõe ao medo de contrair a doença. Precisamos avançar na vacinação para conseguirmos frear o número de mortes causadas pela covid-19”, disse George Coelho.

Linha de frente – Na falta de médico para atuar no município de Venâncio Aires, no interior gaúcho, o prefeito Jarbas da Rosa, não pensou duas vezes em trabalhar como médico na escala do posto de saúde da cidade. “Eu não ia conseguir dormir pensando naquela população que precisava de atendimento”, desabafa o médico e prefeito, que recebeu liberação do Ministério Público, inclusive com assinatura de um termo de atuação como médico voluntário.

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