Assassinato de artista de rua gera protestos em cidade no sul do Chile

Facebook
Twitter
WhatsApp
Telegram

Milhares de pessoas protestaram na noite de sexta-feira (5), em Panguipulli, na província de Valdívia, sul do Chile, após o assassinato de um jovem malabarista por carabineiros. As manifestações culminaram com uma dezena de edifícios públicos totalmente destruídos por incêndios.

Um tribunal chileno deteve o policial, cuja identidade está sendo mantida em sigilo. Ele foi detido sexta-feira (5) depois de disparar pelo menos quatro tiros contra o artista de rua Francisco Martínez, em plena luz do dia em uma via movimentada de Panguipulli.

O policial foi levado neste sábado a um tribunal de Justiça para uma audiência na qual foi determinado que “ficará detido” até segunda-feira, quando o Ministério Público deve apresentar as acusações contra ele e dar início à investigação do caso.

O evento que gerou os protestos começou na sexta-feira, quando o malabarista fazia uma apresentação com facões rombudos, e policiais tentaram detê-lo, o que gerou uma discussão que terminou com um dos agentes atirando no artista, segundo um vídeo do evento amplamente divulgado em canais locais e nas redes sociais.

Após os incidentes ocorridos durante o protesto popular, o comandante do Corpo de Bombeiros local, Rodolfo Zúñiga, disse que os trabalhos para apagar as chamas foram até o amanhecer e que a emergência foi controlada, informou o portal da rádio chilena Bío Bío. De acordo com a rádio, entre os prédios danificados, estão a prefeitura, os Correios, o Registro Civil e o Tribunal de Polícia, entre outros, e que teria havido tentativa de saque a uma filial do banco BCI.

De acordo com Zúñiga, o líquido ou material acelerador das chamas foi encontrado dentro de todas as instituições danificadas, o que levou à conclusão de que todos os incêndios foram intencionais.

“Como município, lamentamos a perda deste jovem malabarista. Espero que as responsabilidades sejam estabelecidas nos tribunais e que a Justiça seja feita”, disse o prefeito de Panguipulli, Ricardo Valdivia, à Rádio Cooperativa.

Testemunhas do incidente começaram a gritar contra o policial que fez os disparos, o que teria desencadeado as manifestações exigindo justiça. Antes dos incêndios, a polícia usou gás lacrimogênio e carros hidrantes, segundo mostrou a imprensa local.

 

 

 

 

 

Por Agência Brasil, com Agência Télam

Foto: Pixabay/Arquivo

Tags

Leia tudo sobre o tema e siga

MAIS LIDAS

Concursadas se acorrentam à prefeitura de Bayeux em protesto pela não convocação

Polícia localiza veículo usado em assaltos, prende foragida da Justiça e realiza flagrante em Campina Grande

Fernando Cunha Lima é condenado a 32 anos por estupro de vulnerável

Anteriores

brasilvisse

Copa do Mundo impulsiona expectativas de faturamento entre empreendedores paraibanos

brazmorrone

Delegado preso por associação ao tráfico pede prisão domiciliar humanitária

@FOTO_EDNALDO_ARAUJO_(83)98726_6840

TJPB aprova anteprojeto do novo PCCR dos servidores do Judiciário

elencopbb

Elenco de Cangaço Novo retorna à Roliúde Nordestina para Festa do Bode Rei

alpbprint

Comissão de Orçamento da ALPB aprova parecer preliminar da LDO 2027

tre-pb

TRE-PB reúne forças de segurança para planejamento integrado das eleições

lucasseds

Lucas Ribeiro apresenta resultados da Segurança e inicia Operação S. João após queda de 55% da violência letal em Campina

leopsb

Leo Bezerra questiona João sobre postura do PSB, que lhe faz oposição

TRESDONORDESTE

Programação do Arraiá Mangabeira segue nesta quinta com show gratuito de “Os 3 do Nordeste”

csm_policia_civil_paraiba_joao_pessoa_23_f2d6c68b06

Polícia Civil prende investigados por estupro de vulnerável praticado no Mercado Central de João Pessoa