Após polêmica, prefeitura do Conde explica retirada de “Árvore dos Bons Ventos’

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A retirada do monumento “Árvore dos Bons Ventos”, implantado no Conde durante a gestão da ex-prefeita Márcia Lucena (PSB), gerou intensa repercussão e muita especulação a respeito da motivação. A obra do artista plástico Wilson Figueiredo ficava no entrocamento das Rodovias BR 101 com a Rodovia dos Tabajaras (PB 018) e foi removida na manhã da sexta-feira (22) por equipes da gestão de Karla Pimentel (PROS) sem que fosse dada uma explicação a respeito da providência.

Nesta terça-feira, 26, o secretário de Planejamento do Conde, Márcio Simões, informou que a remoção do monumento se deu para que ele pudesse passar por um processo de restauração porque apresenta deterioração e pichações e os reparos não poderiam ser feito no local. Segundo ele, a obra se encontra no pátio da Seinfra.

Polêmica – Uma das teses que foi comentada pela população é de que teria havido motivação religiosa para a remoção do monumento. A exemplo do que aconteceu durante a gestão do ex-prefeito de João Pessoa, Ricardo Coutinho, circularam boatos de que a “Árvore dos Bons Ventos” teria relação com forças do mal ou seita satânica e que geraria “atraso” ao município. Na verdade, o monumento inaugurado por ocasião dos 55 anos de emancipação política do Conde era uma referência aos tradicionais eucaliptos da entrada do município.

A escultura foi toda executada em chapas de ferro com 8mm de espessura e 4,00 metros de altura, tem o formato de uma árvore com os galhos em movimento por ocasião dos ventos que sopram na região e representava o marco inicial do município, um ponto de referência, facilitando a chegada na cidade.

Quando a obra foi entregue em 2018, o artista Wilson Figueiredo destacou que “a árvore dos bons ventos se mostra imponente e ao mesmo tempo leve, à medida que mostra a leveza do movimento dos galhos da árvore com a força dos ventos. Os eucaliptos são a marca registrada da entrada de Conde e a Árvore dos Bons Ventos agora faz parte de todo esse conjunto que acolhe quem visita a cidade”. A explicação de Wilson vai totalmente contra ao que alguns grupos tentam trazer de que a árvore tem simbologia com possíveis seitas e que tem atrasado o crescimento e desenvolvimento do município.

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