Pré-candidato presta queixa contra ameaças de morte em Cruz do Espírito Santo

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Pré-candidato a vice-prefeito de Cruz do Espírito Santo, o Professor Rafael (PT) compareceu à Central de Polícia de João Pessoa para a lavratura de um boletim de ocorrência em decorrência de ameaças de morte que recebeu. Rafael estava acompanhado de seus advogados e do deputado federal Frei Anastácio (PT). Ao ParlamentoPB, ele revelou que passou a ser alvo de mensagens de ódio insinuando que ele poderia ser agredido, linchado ou até mesmo morto durante a campanha, quando estivesse pedindo votos no município.

A confusão começou depois que Rafael apareceu em uma matéria levada ao ar pelo Fantástico da Rede Globo. A reportagem tratava de uma vistoria realizada que apurou que vários beneficiários e ex-beneficiários, ou seja, famílias excluídas do Programa Nacional de Reforma Agrária (PNRA), fracionaram e venderam 17 parcelas do assentamento Dona Helena, praticamente transformando a área em um bairro residencial. Com o fracionamento das áreas, foram criados pelo menos 800 terrenos – a maioria deles já com construções de alvenaria, onde residem centenas de famílias que não se enquadram nos requisitos para serem beneficiados com lotes da reforma agrária.

Rafael, que é presidente da Associação dos Trabalhadores Rurais do Assentamento Dona Helena, deu um depoimento sobre o caso, mas na última segunda-feira, 31 de agosto, áudios em grupos de WhatsApp começaram a circular responsabilizando o pré-candidato pela denúncia de venda de lotes, o que irritou as famílias em situação irregular.

“Não fui eu quem denunciou. Foi a associação que eu presido hoje, mas a denúncia que gerou a apuração do caso foi feita em 2016, sendo que eu fui eleito para presidir a associação quase dois anos depois. Mesmo assim, pessoas de má fé e movidas por interesse político fizeram uma montagem no documento da denúncia e colaram a minha assinatura nele, como se tivesse sido eu o responsável. Estão me chamando de ‘garotinho do Fantástico’. Estou sendo vítima de fake news porque integro uma chapa com reais chances de vitória na eleição em Cruz do Espírito Santo”, garantiu Rafael.

À polícia civil ele citou o nome do principal suspeito de ter orquestrado a mobilização virtual contra ele: “Ele incitou o ódio contra mim. Criaram perfis fakes nas redes sociais para me atacar. Divulgaram até meu telefone. Agora, com tantas ameaças, achei melhor me ausentar do município para que não seja vítima de um mal maior. O problema não são nem as pessoas que me ameaçaram, mas o perigo maior vem daquelas que se mantém silentes porque quem pretende me agredir ou matar não vai avisar”, desabafou ele.

 

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