Somos uma Igreja de Portas Abertas

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O tempo que vivemos nos coloca diante do demorado dilema da superação da pandemia. Queremos voltar à normalidade da vida. A Igreja também deseja, e com responsabilidade social, contribuir com essa volta. E de que forma, como Igreja, devemos voltar? O Papa Francisco, ao longo de todo o seu pontificado, nos faz o constante pedido missionário: “As Igrejas sempre devem ter as portas abertas, porque isso é símbolo do que é uma Igreja, sempre aberta”. O símbolo das portas abertas é uma chamada de conversão pastoral. O Papa nos chama ao esforço de uma Igreja em saída, até mesmo em tempo de isolamento social.

Esse esforço missionário, em tempo de pandemia, exige o nosso ajustamento às medidas de seguridade social e observância sanitária. A nossa Arquidiocese, centenariamente, vem contribuindo com a sociedade paraibana, não poderíamos deixar a nossa gente desamparada. O Evangelho que anunciamos é o de Cristo, e o mesmo comporta a preservação inegociável da vida em sua integralidade. A Igreja, em todos os momentos da história, lembra-nos do compromisso que devemos manter com a vida humana. Não devemos nos esquecer dos mais frágeis, pobres e sofredores, pois estes precisam do nosso apoio. Como Igreja Missionária somos chamados a vencer o vírus do egoísmo indiferente. “A misericórdia não abandona quem fica para trás” (Papa Francisco).

A Arquidiocese da Paraíba não mediu esforços para contribuir com o Poder Público no combate à pandemia. Fechamos nossas igrejas e nos adequamos da melhor forma possível para garantir à assistência espiritual dos nossos fieis. E agora, tomando todas as medidas de seguridade, queremos voltar gradualmente a abrir o serviço religioso que nos compete. Como Pastor desta Igreja Particular, sinto-me apoiado pela oração do povo que está sedento, querendo voltar gradualmente às celebrações eucarísticas; sinto-me seguro com o apostolado dos nossos sacerdotes nas paróquias, que com incansável zelo se adaptaram neste tempo de isolamento. Foram muitas as iniciativas criativas com o objetivo de assistir ao povo de Deus. Agradeço de coração aos: religiosos e religiosas, pastorais e grupos, movimentos leigos, diversas pastorais, novas comunidades e tantas lideranças leigas. Todos foram incansáveis na continuidade da evangelização.

Por fim, confiemo-nos aos cuidados espirituais de Nossa Senhora das Neves, que muito ama o povo paraibano. Que Ela nos ensine a passar resiliente pelas provas da vida; e que sua proteção materna nos livre de todo mal, hoje e sempre!

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