O governador da Paraíba, José Maranhão (PMDB), fez uma avaliação de sua gestão em uma entrevista coletiva iniciada no final da manhã e terminada na tarde de hoje no Palácio da Redenção. A exposição do chefe do executivo começou com um quadro da situação administrativa encontrada por ele no dia 18 de fevereiro, quando tomou posse em substituição a Cássio Cunha Lima (PSDB), cassado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) na noite anterior. Através de vídeos, ele acusou Cássio de ter paralisado as obras deixadas pelo Governo Maranhão II e admitiu que deu continuidade a ações administrativas do adversário.
"Estamos dando continuidade a todas as obras. Mas, mostramos que o Instituto de Polícia Técnica já estava feito quando ele [Cássio Cunha Lima] assumiu o Governo. Aquilo ali foi falta de manutenção, atenção e respeito ao patrimônio público. As Várzeas de Sousa e vários colégios também estavam prontos. Agora, estou dando continuidade a alguns hospitais, como Pedras de Fogo, São Bento, Queimadas, Itabaiana e Cacimba de Dentro, que foram iniciados no meu Governo e não tiveram continuidade. O ano foi concretamente positivo. Pudemos mostrar na coletiva algumas obras que realizamos, apesar das dificuldades. Perdemos com a queda de receita e 21 planos de cargos e salários R$ 378 milhões", disse Maranhão.
A imprensa também abordou o governador a respeito da composição política que pretende realizar para ser reeleito. Sobre o tema, Maranhão confirmou o desejo de ter Veneziano Vital do Rêgo (PMDB), como seu vice e deu uma declaração surpreendente sobre o atual vice, Luciano Cartaxo: "Luciano Cartaxo não me manifestou até hoje o propósito de continuar candidato a vice-governador. Tenho conversado muito com ele sobre essa questão. Agora, o que eu não posso fazer é me fechar aos entendimentos políticos”.
José Maranhão comentou que a possibilidade do prefeito de Campina Grande, Veneziano Vital do Rego, compor a chapa majoritária não vai prejudicar o bom relacionamento de parceria que existe entre o PMDB e PT na Paraíba. Ele acrescentou que no seu grupo político as articulações são decididas democraticamente. “Quem não gostaria aqui de ter Veneziano como vice?”, indagou. Na visão dele, não haverá problema porque a decisão será tomada em comum acordo com todos os partidos da base.
Maranhão destacou a relação fez questão de destacar a relação de parceria transparente, clara e lúcida que tem com o Governo Lula. “Somos aliados, amigos e parceiros do presidente, e não é de agora, nesse processo eleitoral que se aproxima, mas desde a sua primeira eleição”, lembrou.
O governador deixou claro que a possibilidade de Veneziano compor a chapa é um assunto que ainda não terminou. “Isso é um assunto não terminal. As nossas conversas são sempre no sentido de que o prefeito Veneziano é a melhor opção do partido para integrar a chapa. E, evidente que essa posição só será definida com uma definição de Veneziano. Mas até agora ele não disse, em hora nenhuma, que não aceita. Ele tem os seus motivos, as suas ponderações, de terminar a obra que está realizando em Campina Grande. E esse argumento é forte”, observou.