Sindicato denuncia que comerciários foram obrigados a se ajoelhar em Campina Grande

Facebook
Twitter
WhatsApp
Telegram

O Sindicato dos Comerciários de Campina Grande e Região emitiu uma nota pública e negou que a categoria tenha participado espontaneamente de um ato que pediu a reabertura do comércio realizado na manhã desta segunda-feira (27) no Centro da Rainha da Borborema. A entidade disse que os trabalhadores não concordam com o pedido de retorno das atividades nesse momento: “O Sindicato em nenhum momento foi consultado pelos organizadores da atividade, sendo assim, é falsa a informação que este movimento foi organizado e realizado em comum acordo entre as partes”. Mais do que isso, a nota afirma que os comerciários teriam sido coagidos a se juntar à manifestação e, inclusive, a pedir de joelhos a reabertura das lojas.

“Denunciamos que muitos funcionários participantes do referido ato, através de denúncias anônimas, foram coagidos a participar do movimento por parte de alguns empresários chefes de algumas empresas, com a ameaça da possibilidade de afastamento dos seus postos de trabalho. Também denunciamos a postura de alguns empresários, que dada à presença dos representantes da categoria, de maneira agressiva tentaram inviabilizar a fiscalização e o trabalho destes”, diz o texto assinado pelo presidente, José do Nascimento Coelho.

A nota ainda traz o “veementemente repúdio a qualquer tentativa de coação aos trabalhadores e trabalhadoras, assim como qualquer pedido de retorno às atividades que desrespeitam as orientações dos organismos de Saúde e as medidas de prevenção e segurança no combate ao Covid-19 e que ponham em risco a saúde dos comerciários e de toda população campinense.”.

Outro lado – O ParlamentoPB conversou com o presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas de Campina Grande, Artur Bolinha, e ele rechaçou peremptoriamente a denúncia do sindicato. O empresário afirmou que a CDL não participou da organização do ato e que não houve coação nem ameaça a qualquer funcionário: “Eles participaram de maneira espontânea, usaram a palavra no carro de som, porque sabem que se as empresas fecharem, perdem seus empregos. Em Campina Grande, está havendo apenas isolamento comercial. Os demais setores, bancos, lotéricas, supermercados, estão funcionando. No fim do evento, houve um momento em que decidiram fazer uma oração para que superemos a pandemia e muita gente participou. Eu mesmo me ajoelhei pedindo a Deus que esse momento difícil passe. O resto é distorção da esquerda. O presidente do sindicato é um militante comunista que mais contribui para sua causa partidária que para representar os comerciários. Até os comerciantes informais se ajoelharam e isso desmente as acusações do sindicalista”.

Tags

Leia tudo sobre o tema e siga

MAIS LIDAS

Concursadas se acorrentam à prefeitura de Bayeux em protesto pela não convocação

Polícia localiza veículo usado em assaltos, prende foragida da Justiça e realiza flagrante em Campina Grande

Fernando Cunha Lima é condenado a 32 anos por estupro de vulnerável

Anteriores

brasilvisse

Copa do Mundo impulsiona expectativas de faturamento entre empreendedores paraibanos

brazmorrone

Delegado preso por associação ao tráfico pede prisão domiciliar humanitária

@FOTO_EDNALDO_ARAUJO_(83)98726_6840

TJPB aprova anteprojeto do novo PCCR dos servidores do Judiciário

elencopbb

Elenco de Cangaço Novo retorna à Roliúde Nordestina para Festa do Bode Rei

alpbprint

Comissão de Orçamento da ALPB aprova parecer preliminar da LDO 2027

tre-pb

TRE-PB reúne forças de segurança para planejamento integrado das eleições

lucasseds

Lucas Ribeiro apresenta resultados da Segurança e inicia Operação S. João após queda de 55% da violência letal em Campina

leopsb

Leo Bezerra questiona João sobre postura do PSB, que lhe faz oposição

TRESDONORDESTE

Programação do Arraiá Mangabeira segue nesta quinta com show gratuito de “Os 3 do Nordeste”

csm_policia_civil_paraiba_joao_pessoa_23_f2d6c68b06

Polícia Civil prende investigados por estupro de vulnerável praticado no Mercado Central de João Pessoa