O presidente do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) da Paraíba, desembargador Nilo Ramalho, disse no final da tarde de hoje que a Côrte eleitoral ficou magoada com as denúncias levadas a público pela vereadora Raíssa Lacerda (DEM) e pelo senador Efraim Morais (DEM). Ambos disseram que prefeitos, vice e vereadores estariam sendo pressionados a declarar apoio político ao governador José Maranhão (PMDB) sob pena de perderem os mandatos. Segundo os democratas, estaria sendo dito que os processos contra os agentes políticos poderiam ser acelerados, caso o governador assim desejasse.
Nilo, em resposta, já havia dito que esse tipo de influência não existe, mas hoje revelou que a Côrte não gostou do teor das denúncias: "Se alguém generalizasse o trabalho da imprensa, os profissionais de comunicação se sentiriam magoados. Nós também. O que deve existir na atividade política e entre políticos e Justiça é um relacionamento saudável e maduro. Não pode existir comprometimento ou declarações maldosas. Não existe nenhuma autoridade fora e dentro dessa Côrte que possa comprometer a isenção de nossos julgamentos. Quem achar o contrário, está completamente enganado e não conhece a Justiça da Paraíba", disse ele.
Outro tema abordado por Nilo foi o julgamento de ações contra os deputados que mudaram de partido e foram acusados de cometer infidelidade partidária. Segundo ele, a demora nesses casos não se dá por morosidade da Justiça, mas pelo excessivo número de recursosa ajuizados pelos advogados dos acusados.