Em texto encaminhado ao ParlamentoPB, a jornalista Patrícia Albuquerque analisou a entrevista exclusiva concedida pelo ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, ao Fantástico. Ela pontuou que o material foi estrategicamente editado para o programa global enquanto a íntegra foi reservada para a GloboNews. Diante da queda de braço que Mandetta e Bolsonaro vêm protagonizando nas últimas semanas, Patrícia observou que o ministro estava “visivelmente nervoso” e que agiu para colocar “Bolsonaro nas cordas do octógono, forçando, assim, sua demissão”. Confira a íntegra do texto de Patrícia Albuquerque:
1. Entrevista completa, só na GloboNews, pois no Fantástico foi intrigantemente cortada (como jornalista, odeio essas edições maliciosas – tenho um aluno, chefe de departamento de sociologia e antropologia da ufpb, que sempre se nega a dar entrevista se não for ao vivo, exatamente pra não sofrer com as sempre tendenciosas edições depois);
2. Na íntegra, Mandetta fala em valorização da família e até em fé em Jesus Cristo e Nossa Senhora Aparecida, lançando mão das mesmas armas que Bolsonaro usou pra se eleger (fogo contra fogo);
3. Num telefonema tenso, há alguns dias, Bolsonaro sugere que Mandetta peça demissão. Ouve como resposta, “o senhor que me demita”; E assim, essa pública medição de forças começa;
4. Bolsonaro ameaça e desafia Mandetta, dando cortes em sua carne todos os dias, em rede aberta, até pra quem não quer ver.
Pois, ontem, Mandetta deu o troco, concedendo uma entrevista exatamente pra rede Globo, quando as outras emissoras devem estar se estapeando pra conseguir qualquer palavra dele nesse momento;
5) Suando, visivelmente nervoso, o que Mandetta fez ontem foi colocar Bolsonaro nas cordas do octógono, forçando, assim, sua demissão. Conhecendo o espírito competitivo (adjetivo suave escolhi, não?) do inominável presidente, ele deve ter passado a madrugada bolando uma maneira de sair das cordas para desferir o contra-golpe. Creio que essas próximas horas serão testemunhas dos seus movimentos;
6) Não sei quem vai sair com o cinturão da vitória desse octógono, mas, ao que tudo indica, somos nós, brasileiros, que iremos sair derrotados por essa doença;
7) 1.223 óbitos, primeiro paciente morto já no hospital de campanha montado em SP, líderes da Alemanha, EUA e Itália aconselhando que seus compatriotas saiam do Brasil imediatamente, pois entendem que, além de um vírus, temos um tresloucado a combater; covas abertas à espera do despacho da pilha de cadáveres;
8) Diante disso tudo, só peço uma coisa: o último a sair, apague a luz e bata a porta.1. Entrevista completa, só na GloboNews, pois no Fantástico foi intrigantemente cortada (como jornalista, odeio essas edições maliciosas – tenho um aluno, chefe de departamento de sociologia e antropologia da ufpb, que sempre se nega a dar entrevista se não for ao vivo, exatamente pra não sofrer com as sempre tendenciosas edições depois);
2. Na íntegra, Mandetta fala em valorização da família e até em fé em Jesus Cristo e Nossa Senhora Aparecida, lançando mão das mesmas armas que Bolsonaro usou pra se eleger (fogo contra fogo);
3. Num telefonema tenso, há alguns dias, Bolsonaro sugere que Mandetta peça demissão. Ouve como resposta, “o senhor que me demita”; E assim, essa pública medição de forças começa;
4. Bolsonaro ameaça e desafia Mandetta, dando cortes em sua carne todos os dias, em rede aberta, até pra quem não quer ver.
Pois, ontem, Mandetta deu o troco, concedendo uma entrevista exatamente pra rede Globo, quando as outras emissoras devem estar se estapeando pra conseguir qualquer palavra dele nesse momento;
5) Suando, visivelmente nervoso, o que Mandetta fez ontem foi colocar Bolsonaro nas cordas do octógono, forçando, assim, sua demissão. Conhecendo o espírito competitivo (adjetivo suave escolhi, não?) do inominável presidente, ele deve ter passado a madrugada bolando uma maneira de sair das cordas para desferir o contra-golpe. Creio que essas próximas horas serão testemunhas dos seus movimentos;
6) Não sei quem vai sair com o cinturão da vitória desse octógono, mas, ao que tudo indica, somos nós, brasileiros, que iremos sair derrotados por essa doença;
7) 1.223 óbitos, primeiro paciente morto já no hospital de campanha montado em SP, líderes da Alemanha, EUA e Itália aconselhando que seus compatriotas saiam do Brasil imediatamente, pois entendem que, além de um vírus, temos um tresloucado a combater; covas abertas à espera do despacho da pilha de cadáveres;
8) Diante disso tudo, só peço uma coisa: o último a sair, apague a luz e bata a porta.