Caminhada marca atividades do Dia de Combate ao Abuso Sexual de Menores

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A Coordenadoria Estadual da Infância e Juventude (Coinju), comandada pelo juiz Adhailton Lacet, se fez presente na caminhada realizada na manhã desta sexta-feira (17) pelos alunos da Escola de Ensino Fundamental Olívio Ribeiro Campos, no Bairro dos Bancários. O evento faz parte das atividades alusivas ao Dia Nacional de Combate ao Abuso e Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes.

O magistrado explicou que as manifestações são formas de conscientizar a população sobre a importância de se denunciar os casos de abuso e exploração sexual de crianças e adolescentes. Ele observou que a data alusiva ao Dia Nacional do Combate é importante para despertar nas pessoas a atenção necessária sobre os crimes que afligem o público infantojuvenil. O magistrado destacou que a Coinju realiza visitas nas escolas para falar sobre o tema, não se resumindo as atividades apenas ao dia alusivo.

Segundo Adhailton Lacet, a Coinju e os demais parceiros da rede de proteção aos direitos da criança e do adolescente têm percebido uma sensível redução na execução desses delitos. “Isso ocorre por força das campanhas de  orientação à população de como agir, na prevenção e cuidados com os filhos ainda em desenvolvimento”, ressaltou.

Adhailton Lacet destacou, ainda, as estatísticas divulgadas, nesta semana, pela Ouvidoria  Nacional do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (MMFDH), por meio  do Disque 100 (Disque Direitos Humanos). Durante o ano passado, o serviço recebeu um total de 17.093 denúncias de violência sexual contra crianças e adolescentes no Brasil. Desse total, 13.418 se referiam a abuso, enquanto 3.675 ligações foram classificadas como casos de exploração sexual.

O documento revelou, também, que nos casos de abuso, 73,44% das vítimas são meninas, enquanto meninos representam 18,60% desse total. Em 7,96% das denúncias, o sexo da vítima não foi informado. Outro dado importante revelado pela pesquisa foi que, com base nos números, a Ouvidoria do MMFDH concluiu que quase a totalidade dos abusos acontece dentro de casa, dos quais 70% dos casos têm como autor o pai, o padrasto ou a mãe da criança.

 

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