Integrantes do MST foram mortos após proibirem extração ilegal de areia

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A extração irregular de areia teria sido o motivo que culminou no assassinato de integrantes do Movimento Sem Terra, ocorrido no dia 8 de dezembro de 2018, por volta das 19:h30, no acampamento “Dom José Maria Pires” do MST de Alhandra.

A informação foi prestada hoje pela delegada Flávia Assad, durante entrevista coletiva que detalhou a Operação Ampulheta, deflagrada nesta sexta-feira (17), que teve como objetivo foi o de dar cumprimento a mandados de prisao e de busca e apreensão nas residências de autores do duplo homicídio das vítimas José Bernardo da Silva, conhecido por Orlando, e Paulo Rodrigo de Freitas, conhecido por Rodrigo.

Os dois integrantes do MST haviam descoberto que estava havendo extração de areia sem permissão do Movimento. O responsável pela extração irregular era exatamente um dos suspeitos do crime, Rawlinson Bezerra de Lima, conhecido como Ralph, preso hoje em Cabo Branco.

o MST permite que areeiros façam a extração da areia mediante o pagamento de R$ 2 mil por mês, sendo R$ 1 mil para o movimento e R$ 1 mil para os assentados.

Um dos suspeitos presos hoje estava retirando a areia, de madrugada, sem efetuar o pagamento.

Após a descoberta, as duas vítimas proibiram a retirada e teriam sido assassinados por isto. Segundo a delegada, a morte deles não teve nenhum relacionamento com o movimento.

Rawlinson Bezerra de Lima foi preso em sua residência situada à Av. Cabo Branco, em João Pessoa. Um segundo suspeito de participar do assassinato, Leandro Soares da Silva, foi preso no acampamento Dom José Maria Pires, em Alhandra.

Uma terceira pessoa também foi presa por participação no crime. O nome dela não foi revelado. Segundo a Polícia Civil, a investigação ainda não terminou. A terceira prisão aconteceu no bairro do José Américo, em João Pessoa.

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