Refugiados venezuelanos fazem curso preparatório para mercado de trabalho paraibano

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Um grupo de venezuelanos refugiados na Paraíba participou do primeiro curso preparatório para ingressar no mercado de trabalho, promovido pela Embaixada de Negócios, Fundação Cidade Viva e UEPB (Universidade Estadual da Paraíba), campus V. Realizada em dois dias no Centro de Turismo e Lazer Sesc Cabo Branco, em João Pessoa, a capacitação dos venezuelanos abordou noções e dicas práticas de empregabilidade.

Segundo o presidente da Embaixada de Negócios da Paraíba e consultor da CEO da PJI Consulting, Paulo Jr., a realização com sucesso do primeiro curso preparatório, que é um trabalho voluntário realizado por um conjunto de entidades, tem como objetivo de apoiar a causa humanitária dos refugiados venezuelanos, que estão na Paraíba, e também do trabalho de acolhimento realizado aos refugiados pela ong Aldeia SOS.

“Em princípio, a Embaixada de Negócios havia disponibilizado no site da entidade os currículos de alguns venezuelanos como forma de facilitarem o processo de contratação. Contudo, os empresariados paraibanos e entidades sentiram a necessidade de ampliar esse esforço e realização uma ação para gerar um acolhimento mais digno aos refugiados com a realização de um curso. Essa ação não é por pena, mas por compaixão cristã. Nosso papel neste processo é orientador, principalmente, para os empresários de nosso relacionamento, de maneira que possam entender o momento e, respeitosa e profissionalmente, absorvam estes profissionais de acordo com as suas respectivas capacidades”, destacou o consultor.

Ação é causa humanitária – Segundo Paulo Jr., eles receberam um treinamento básico para entenderem melhor a cultura e os costumes do nosso país, como se comportarem numa entrevista de trabalho e produzirem um currículo, “enfim, o curso buscou a valorização e a potencialização dos currículos, como forma de acelerar o processo de empregabilidade dos refugiados. Sabemos que o Brasil passa por muitos desafios no campo do emprego, mas essa causa não é apenas social, mas é uma causa humanitária que busca regatar a dignidade dessas pessoas, que tiveram de deixar seu País de forma dramática. Por isso, esse esforço de incluir entidades como Ministério Público do Trabalho (MPT-PB), UEPB, Fundação Cidade Viva, Fecomércio-PB, Aldeia SOS, Casa do Imigrante e, claro, a Embaixada de Negócios”, pontuou.

Entre os profissionais que vieram à Paraíba estão empresários, médicos, enfermeiros, engenheiro, mecânicos, auxiliares, dentre tantas outras profissões. Um dos venezuelanos que participou do curso foi Jhonathan Gallardo, que está na Paraíba com a esposa e duas filhas há mais de um ano. Na Venezuela, ele trabalhava nos campos petrolíferos, mas desenvolveu ainda habilidades de trabalho em mecânica e em pintura automotivo. “Este curso não foi importante apenas para mim, mas para todos os venezuelanos que estão nessa turma. Ele vai servir bastante como forma de preparação para facilitar o acesso ao mercado de trabalho”, revelou.

Expectativa pós-curso preparatório – Essa é a mesma opinião compartilhada pela venezuelana Crisaida Baily, que há oito meses está em João Pessoa, morando em Mangabeira, e que aposta na qualificação para colocar em prática no mercado de trabalho seus conhecimentos e experiências. “É muito importante esse treinamento, pois nele aprendemos sobre o mercado de trabalho do país e recebemos orientações de como se comportar no ato de contratação”, diz Baily, que traz em sua bagagem de experiência na Venezuela, trabalhos em empresas de panificação, no comércio, em costura e também em serviços gerais.

A professora da UEPB, Ana Lúcia Carvalho, coordenadora do projeto de extensão do Curso Preparatório para o Primeiro Emprego, do Campus V da universidade, em João Pessoa, detalhou que os refugiados, durante o curso de 12 horas, tiveram noções sobre ética e conduta de ética nas organizações; como desenvolver uma administração financeira pessoal; como se comportar em uma entrevista de emprego; realizar um bom atendimento, além de como elaborar um currículo, explorando as potencialidades.

Proporcionar condições mínimas de igualdade – “Na verdade, cada um saiu com o seu currículo feito, explorando o melhor de suas experiências, pois as ministrações do curso foram em forma de oficinas e bem dinâmicas e a ajustadas. A ideia do curso foi proporcionar as condições mínimas para que os venezuelanos concorram em igualdade no mercado de trabalho do País. Vamos realizar ainda um perfil de cada um deles para aproveitarem as suas experiências. Enfim, quem se dedicar mais e tiver o melhor preparo poderá ser contratado mais rapidamente”, avaliou a professora, que conduziu o curso uma equipe formada de multiprofissionais com alunos e profissionais nas áreas de direito, comunicação; administração e arquivologia.

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