Defensor da candidatura de Aécio, Itamar Franco é eleito vice-presidente do PPS

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Após três meses de filiação, o ex-presidente Itamar Franco (MG) foi eleito neste domingo vice-presidente do PPS e será um dos responsáveis pelas articulações do partido para as eleições de 2010.

Ele comandará o PPS ao lado do ex-deputado Roberto Freire (PE), que foi reconduzido à presidência. Itamar não participou do encontro da cúpula da legenda, em Fortaleza, porque ainda se recupera de uma cirurgia de próstata para retirada de um nódulo, no hospital Alemão Oswaldo Cruz, em São Paulo. Ainda não há previsão de alta.

Itamar, 79, tem sido apontado como um dos possíveis nomes para compor a chapa em 2010 com o presidenciável tucano –ainda indefinido entre os governadores José Serra (São Paulo) e Aécio Neves (Minas).

O ingresso de Itamar no comando do PPS pode dificultar ainda mais uma definição do partido em torno de qual tucano apoiar para a disputa ao Palácio do Planalto. Itamar continua estimulando o governador Aécio Neves a não desistir da luta para se tornar candidato a presidente, enquanto Freire trabalha pela pré-candidatura de Serra.

Aliados do ex-presidente dizem ainda que ele poderá ainda sair como candidato ao Senado.

Críticas

Além de eleger a nova direção do partido, o PPS aprovou uma carta acusando o governo Lula de "esconder a atual situação do país com sua estratégia de marketing pirotécnico voltada exclusivamente para as eleições de 2010".

No documento, o partido afirma que há descaso do governo na formação de políticas públicas de segurança, educação, emprego e desenvolvimento.

"Competente apenas na promoção de festas e palanques, o governo tripudia sobre o sacrifício desmedido de todo um povo, cujo cotidiano de sofrimento e frustração alimenta um mero projeto de poder, exponenciado por uma fantástica máquina, na qual a propaganda busca disfarçar a realidade de uma administração inepta e irresponsável na gestão da coisa pública", diz a nota.

O PPS diz ainda que o governo faz campanha antecipada para eleger a ministra Dilma Rousseff (Casa Civil), pré-candidata do PT, como sucessora do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

"Ao invés de enfrentar estas questões e agir com austeridade para realizar reformas estruturantes capazes de dar rumo ao país, o governo federal vem agindo única e exclusivamente para impor sua candidata à Presidência da República, ao arrepio da legislação eleitoral e em acintoso desafio às instituições nacionais", afirma o documento.


Folha Online

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