Retrato falado auxilia Polícia Civil na elucidação de crimes na Paraíba

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Um serviço realizado pela Polícia Científica da Paraíba vem ajudando os policiais civis a elucidar crimes, principalmente de estupros e homicídios, ocorridos no Estado. Mais conhecida como “retrato falado”, a representação facial humana é uma técnica que reproduz a imagem do rosto de um criminoso a partir do relato das vítimas e está disponível na Central de Polícia, instalada no bairro do Geisel, em João Pessoa.

Em funcionamento há cerca de dois anos, o serviço tem sido importante na conclusão de investigações, como ocorreu recentemente com o caso de estupros em séries ocorridos em João Pessoa. O pedreiro Osmar de Alexandre de Lima, de 30 anos, foi reconhecido por quatro mulheres e preso por equipes da Delegacia de Atendimento à Mulher e do Grupo de Operações Especiais da Policia Civil (GOE).

Segundo o inquérito, três vítimas foram atraídas por falsas promessas de emprego, oferecidas pelo suspeito. Elas se encontravam com Osmar, que as levava para um local deserto onde praticava a violência sexual. A quarta vítima foi abordada quando estava em um ponto de ônibus. Em todos os casos, os crimes ocorreram nos bairros de Gramame e Colinas do Sul, em João Pessoa.

Além da violência que sofreram, em comum, as quatro jovens afirmaram as mesmas características físicas do agressor. Elas foram encaminhadas, individualmente, para a equipe responsável por fazer o retrato falado. E a descrição que fizeram sobre a forma física do agressor foi igual nos quatro casos. “Elas não sabiam do que as outras haviam falado. Fizeram o retrato falado com profissionais diferentes e, mesmo assim, o resultado foi igual”, observou Assídio Pereira Furtado, chefe do Núcleo de Identificação civil e criminal do Instituto de Polícia Científica.

De acordo com Assídio, são dois profissionais que atuam na técnica de representação facial humana. Eles são acionados pelos delegados e atuam em diversos casos de crimes. O “retrato” é feito a partir do relato da vítima, que descreve características físicas aos peritos, a exemplo de cor da pele, altura, formato do rosto, presença ou não de bigodes, tatuagens, tonalidade dos olhos.  “Em alguns casos, conseguimos apresentar um retrato quase 100% igual à imagem real do suspeito”, destaca Assídio.

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