Operação Registro Espúrio: Investigados usavam códigos para tratar de propina em ministério

Facebook
Twitter
WhatsApp
Telegram

Comunicações interceptadas na Operação Registro Espúrio, da Polícia Federal, indicam que investigados tratavam do pagamento de propinas no Ministério do Trabalho por meio de códigos cifrados como “mudas de café” e “garrafas de vinho”.

A Operação Registro Espúrio mirou um esquema de pagamento de propinas em dinheiro e na forma de apoio político a deputados federais, em troca da concessão de registros sindicais. O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Edson Fachin autorizou a prisão de 23 pessoas, além de buscas nos endereços de congressistas. Entre os alvos estão o paraibano Wilson Filho (PTB), Paulinho da Força (sDD) e Jovair Arantes (PTB). O deputado federal Wilson Filho negou que tenha qualquer tipo de participação na concessão de registros sindicais junto ao Ministério do Trabalho,

Em mensagens trocadas em março de 2017, o coordenador-geral de Registro Sindical da pasta, Renato Araújo, negocia com o advogado Carlos Artur Barboza – que foi secretário-adjunto de Relações do Trabalho até 2015 -, o que, para os investigadores, seria um suborno de R$ 300 mil para favorecer uma entidade sindical.

“Eu disse a ele que tenho que te passar 300 mudas”, escreveu, questionando em seguida: “Se vc combinar comigo, vc fica com 250 mudas de café e eu planto 50, pode ser?”.

Dois meses depois, Barboza pergunta se há novidades no caso de uma entidade. “Tá comigo tuas 2.5 garrafas do bom vinho do Porto”, avisou.

O Ministério do Trabalho informou que está acompanhando atentamente as ações da PF. Em nota, alegou que aguardará serenamente a conclusão das investigações “sem prejuízo à nobre missão da Secretaria de Relações de Trabalho e seu relevante papel social”.

“Apuradas as responsabilidades, dispensável dizer que o ministério não se eximirá de aplicar as penalidades previstas em lei. Dentro do tempo próprio da nossa Justiça, aguardamos que os fatos arrolados na investigação sejam devidamente apurados dentro do ambiente de isenção que o Estado de Direito permite – garantindo o mais amplo direito de defesa aos servidores e ex-servidores”, acrescentou.

ParlamentoPB com Folha de S. Paulo

Tags

Leia tudo sobre o tema e siga

MAIS LIDAS

Concursadas se acorrentam à prefeitura de Bayeux em protesto pela não convocação

Polícia localiza veículo usado em assaltos, prende foragida da Justiça e realiza flagrante em Campina Grande

Fernando Cunha Lima é condenado a 32 anos por estupro de vulnerável

Anteriores

brasilvisse

Copa do Mundo impulsiona expectativas de faturamento entre empreendedores paraibanos

brazmorrone

Delegado preso por associação ao tráfico pede prisão domiciliar humanitária

@FOTO_EDNALDO_ARAUJO_(83)98726_6840

TJPB aprova anteprojeto do novo PCCR dos servidores do Judiciário

elencopbb

Elenco de Cangaço Novo retorna à Roliúde Nordestina para Festa do Bode Rei

alpbprint

Comissão de Orçamento da ALPB aprova parecer preliminar da LDO 2027

tre-pb

TRE-PB reúne forças de segurança para planejamento integrado das eleições

lucasseds

Lucas Ribeiro apresenta resultados da Segurança e inicia Operação S. João após queda de 55% da violência letal em Campina

leopsb

Leo Bezerra questiona João sobre postura do PSB, que lhe faz oposição

TRESDONORDESTE

Programação do Arraiá Mangabeira segue nesta quinta com show gratuito de “Os 3 do Nordeste”

csm_policia_civil_paraiba_joao_pessoa_23_f2d6c68b06

Polícia Civil prende investigados por estupro de vulnerável praticado no Mercado Central de João Pessoa